Presidente do BRB afirma que banco vai falir se projeto de R$6,6 bilhões não for aprovado
02 março 2026 às 17h17

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Nesta segunda-feira, 2, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, disse a deputados distritais que, se o projeto de lei para fortalecimento da instituição não for aprovado, o banco vai parar de funcionar. Souza deu a declaração na reunião que ocorreu com parlamentares e entregou o documento com o discurso aos deputados em seguida. Nelson Antônio afirma que houve impacto reputacional e “irregularidades foram identificadas”, em relação aos negócios do Banco Master que geraram prejuízo ao BRB.
No entanto, Souza reforçou que “não houve paralisação do banco ou colapso institucional nem o BRB continua operando normalmente desde o início da operação, pagando mais de 209 mil servidores públicos, operacionalizando mais de 25 programas sociais e atendendo centenas de milhares de beneficiários”, disse o presidente. “O que está em debate aqui não é o passado. É a estabilidade futura do DF”, declarou.
Segundo Souza, dos R$12 bilhões adquiridos em carteiras de crédito suspeita de fraude do Master, R$10 bilhões foram liquidados ou substituídos. “Os números maiores mencionados envolvem ativos ainda em avaliação, alguns sem liquidez imediata”, informou. O presidente do BRB defendeu que o Projeto de Lei 2175/2026, que autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$6,6 bilhões e usar nove imóveis como garantia ou para venda, “não é um cheque em branco”.
Souza elencou os riscos ao BRB e ao DF se o projeto do governo, acionista majoritário, não for aprovado. Veja:
- Do ponto de vista regulatório, o banco para de funcionar;
- Ocorrerá imediata interrupção de transferências de renda dos programas sociais operados pelo banco, impactando mais de 400 mil beneficiários;
- Caos imediato do transporte público no DF, pela paralisação do sistema de bilhetagem operado pelo banco;
- Interrupção da entrega dos medicamentos da farmácia de alto custo;
- Suspensão das operações de crédito imobiliário, afetando mais de 650 mil trabalhadores diretos;
- Interrupção de operações de crédito rural e para micro e pequenas empresas;
- Paralisação das operações de crédito para os servidores do GDF; e
- 6.800 empregados afetados – aposentados do BRB poderão perder seus sustentos.
O presidente também declarou que “o fim do BRB pode gerar risco em todo o sistema financeiro. (…) Temos quase 60 anos de história dedicada ao desenvolvimento da economia do DF. Não podemos colocar isso em xeque. Caso haja descontinuidade do banco, décadas serão perdidas”, comentou.
*Com informações do Metrópoles
