A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 16ª Delegacia de Polícia de São Miguel do Tocantins, apresentou o balanço da Operação Rio Escarlate, deflagrada para apurar crimes graves cometidos no contexto de disputas entre facções criminosas.

As investigações, formalizadas no Inquérito Policial nº 118/2026, confirmaram dois homicídios duplamente qualificados, além de dois casos de sequestro e cárcere privado envolvendo vítimas que sobreviveram à ação criminosa.

Na etapa inicial, quatro suspeitos foram capturados: três adultos presos preventivamente — W.B.L., 32 anos; E.J.C., 24 anos; e G.S.N., 44 anos — e um adolescente de 17 anos submetido a internação provisória.

Durante essa fase, foram apreendidas duas motocicletas utilizadas para transportar as vítimas até os locais das execuções.

Segunda fase

A segunda fase da operação foi responsável pela prisão de três investigados, ampliando a desarticulação do grupo criminoso:

  • W.R.S., 21 anos, conhecido como “Lapadinha”, que estava foragido;
  • E.M.N., 26 anos, integrante do Comando Vermelho, presa em flagrante;
  • J.B.S., 27 anos, localizado durante diligências operacionais.

Essa etapa contou com o apoio estratégico da inteligência da Polícia Militar do Tocantins (PM/TO) e da Polícia Civil de Tucuruí (PA), o que possibilitou a localização e captura dos suspeitos remanescentes.

Confissões e materialidade

Durante os interrogatórios, os investigados confessaram participação em duas execuções, caracterizadas como homicídios duplamente qualificados.

O corpo de uma das vítimas, de 20 anos, foi encontrado com sinais evidentes de execução. A segunda vítima, identificada como Jeferson Nascimento da Silva, de 23 anos, permanece desaparecida.

As apurações também confirmaram sequestro e cárcere privado de duas jovens — uma menor de idade e outra gestante — mantidas sob ameaça de armas de fogo e submetidas a intensa violência psicológica por horas.

Continuidade

As buscas subaquáticas pelo corpo da vítima desaparecida seguem, e o caso permanece sob a jurisdição do Juízo da Comarca de Itaguatins, podendo resultar em novas prisões para a completa desarticulação da célula criminosa.

O delegado Antônio Bandeira, titular da 16ª DP, destacou:

“Os crimes investigados são de extrema gravidade e ocorreram em razão de disputas entre facções criminosas por território. Mobilizamos todos os esforços para interromper esse ciclo de violência, identificar os envolvidos e garantir que respondam perante a Justiça.”