Projeto de fotojornalismo da UFT vence Prêmio Intercom de Transformação Social
02 junho 2026 às 10h57

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Um projeto de pesquisa de fotojornalismo da Universidade Federal do Tocantins (UFT) venceu o Prêmio Intercom de Transformação Social, na categoria extensão. O trabalho foi realizado pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Sociedade (PPGCom) e coordenado pela professora Ingrid Assis, através de um edital da universidade com o valor de R$5 mil, que foi usado para a revitalização do laboratório de fotografia analógica do Complexo de Jornalismo após 10 anos sem funcionamento.
O prêmio existe há 3 anos e é organizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), maior instituição da área da comunicação no país, voltada ao fomento e à troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais.
A premiação foi realizada na sexta-feira, 29, quando a docente responsável pelo projeto comentou sobre o financiamento. “Se tivéssemos mais recurso faríamos muito mais, mas já mostramos que o trabalho que estamos desenvolvendo é sério, tem impacto social e, sobretudo, uma relevância histórica ímpar”, disse Ingrid Assis. A professora recebe o prêmio pela segunda vez.
Ao longo de sua realização, o projeto ofereceu oficinas de fotografia analógica para discentes do curso de Jornalismo, egressos da UFT e comunidade. As aulas foram ministradas pelo técnico Rafael Motta. “A fotografia fotoquímica vai além de um mero ‘fetiche’ e obsessão com um passado nostálgico encadeado pelo aceleramento das redes sociais, é um objeto de fascinação mágico, desde a sua origem. É como contamos histórias, paralisamos o movimento constante da vida e os fatos históricos dignos de orgulho e de vergonha de uma era. É material de controle, de expressão, de experimentação e de arte. É método, força e lógica e, ao mesmo tempo, é ilógica e experimental”, disse.
Os estudantes aprenderam a fazer a captação com as câmeras analógicas, revelar os filmes e ampliar as fotografias no papel fotográfico. “Com essa experiência, a utilização do fotômetro passou a fazer muito mais sentido, a ponto de eu começar a usar a ferramenta no meu trabalho. Diferente do digital, onde a facilidade nos permite errar à vontade, no analógico o erro pode custar a foto. Essa preocupação nos faz pensar bem antes do clique e fotografar melhor os objetos. Além disso, a espera para ver os resultados nos ajuda a desacelerar nesses tempos de ansiedade elevada”, comentou Danilo Rodrigues, um dos participantes da oficina.
O projeto visa estimular o diálogo com as novas tecnologias e a acessibilidade por meio de uma parceria com o Labtec 3D, iniciativa criada pelo professor da UFT, Warley Gramacho. O Labtec vai reproduzir em 3D as fotografias realizadas pelo projeto e que vão compor uma exposição sobre o Festival do Circo de Taquaruçu. “Essas fotografias táteis permitirão a acessibilidade de pessoas cegas e, depois, vão servir de material didático para futuros alunos cegos da UFT”, disse Warley Gramacho.
A exposição será realizada durante o Festival de Circo de Taquaruçu, que, este ano, ocorre entre os dias 2 e 5 de julho, no distrito palmense. Saiba mais sobre o projeto via Instagram @lab.foto.analogica.uft
O projeto conta com a participação de docentes, técnicos e discentes da graduação e do mestrado. São autores da apresentação que rendeu o prêmio: Ingrid Assis, Cynthia Mara Miranda, Rafael Silva Motta, Daniel dos Santos, Martha Helena Rodrigues de Souza, Mariana Felix e Nicole Adler.
