O lançamento da marca “Visite Amazônia”, voltada à promoção turística e econômica da Amazônia Legal, passou a ser alvo de questionamento por uma publicação acadêmica ligada à Universidade Federal do Tocantins (UFT), que afirma já ter utilizado conceito semelhante em identidade visual desenvolvida em 2023.

A manifestação partiu da Revista Amazônia Moderna, periódico científico da área de Arquitetura e Urbanismo. Em publicações nas redes sociais, a revista sustenta que a proposta de construção tipográfica a partir dos meandros dos rios da Amazônia não seria inédita e já havia sido aplicada na criação de sua identidade visual.

Segundo a revista, as iniciais “A” e “M” foram desenhadas com base nas curvas dos rios amazônicos em projeto concebido pelas professoras Patrícia Orfila e Heliara Costa, ambas do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Tocantins. O material, de acordo com a publicação, foi divulgado em 2023 em canais institucionais e nas redes sociais.

Em outro conteúdo, a revista amplia a crítica ao afirmar que iniciativas locais que produzem narrativas visuais sobre a Amazônia recebem menor visibilidade em comparação a projetos vinculados a estruturas institucionais ou de mercado. A publicação também questiona a centralização da definição simbólica da região.

A marca “Visite Amazônia” foi lançada com participação da Embratur, do projeto Rotas Amazônicas Integradas e da agência FutureBrand. A proposta utiliza imagens de satélite e coordenadas geográficas da bacia amazônica para gerar uma tipografia baseada no traçado dos rios.

O projeto reúne os nove estados da Amazônia Legal, Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, com o objetivo de padronizar a comunicação da região no mercado nacional e internacional.

A reportagem do Jornal Opção Tocantins pediu posição para Embratur e para a agência FutureBrand e aguarda manifestação.