Rios Tocantins e Araguaia enfrentam seca severa e extrema, aponta Cemaden
16 junho 2026 às 10h29

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Os rios Tocantins e Araguaia atravessam um dos períodos mais críticos de estiagem do país, segundo o mais recente Boletim de Impactos de Extremos de Origem Hidro-Geo-Climático divulgado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O levantamento aponta que a bacia Tocantins-Araguaia apresenta condições de seca que variam entre severa e extrema, colocando a região entre as áreas de maior preocupação no monitoramento nacional.
O diagnóstico considera dados observados em maio e projeções para o trimestre de junho a agosto. Além da situação atual dos rios, o boletim prevê vazões abaixo da média histórica para a bacia Tocantins-Araguaia durante os próximos meses, período tradicionalmente marcado pela redução das chuvas no estado.
De acordo com o Cemaden, a única exceção dentro da bacia é a região da Usina Hidrelétrica Serra da Mesa, localizada nas cabeceiras do rio Tocantins, onde a condição foi classificada como seca moderada. Nos demais trechos monitorados, o cenário é considerado mais grave.
O boletim também aponta que o oeste do Tocantins concentra áreas classificadas em situação de seca moderada e severa. A região aparece entre os principais núcleos de estiagem identificados no país, juntamente com áreas do centro-sul do Pará, norte do Amazonas, leste do Mato Grosso e sul de Goiás.
Impactos podem atingir diferentes setores
Embora o relatório não apresente impactos específicos para cada município tocantinense, o Cemaden alerta que a redução das vazões pode afetar atividades diretamente ligadas à disponibilidade de água, como a agropecuária, a geração de energia e o abastecimento hídrico.
A situação ganha relevância porque a bacia Tocantins-Araguaia abriga importantes reservatórios hidrelétricos e é estratégica para a economia do estado. O monitoramento também ocorre em um momento de preparação para o período mais seco do ano, quando tradicionalmente aumentam os riscos de queimadas e de redução dos níveis dos rios.
Cenário nacional
O estudo mostra que a situação do Tocantins contrasta com a registrada em parte da Amazônia Ocidental, onde rios como Juruá e Solimões apresentam vazões acima da média. Já a bacia Tocantins-Araguaia aparece entre as regiões brasileiras com previsão de menor disponibilidade hídrica nos próximos meses.
Segundo o Cemaden, o acompanhamento das condições hidrológicas seguirá sendo realizado ao longo do período seco para avaliar possíveis impactos sobre recursos hídricos, produção agrícola e geração de energia.
