Sindiposto atribui alta dos combustíveis no Tocantins à escalada do petróleo com conflito no Oriente Médio
09 março 2026 às 14h58

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Após relatos de aumento nos preços dos combustíveis em postos de Palmas, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-TO) afirmou que a pressão sobre os valores está relacionada ao agravamento do conflito no Oriente Médio e à consequente alta do petróleo no mercado internacional.
Segundo o sindicato, o barril de petróleo já se aproxima de US$ 110, patamar que eleva os custos de aquisição do combustível e pressiona toda a cadeia de distribuição no Brasil, com reflexos também no Tocantins.
De acordo com o presidente do Sindiposto-TO, Wilber Silvano de Sousa Filho, parte do combustível comercializado no país — e especialmente no estado — tem origem em importações ou em refinarias privadas, o que faz com que o mercado interno seja mais sensível às oscilações externas.
“É importante ressaltar que parte do produto vendido no Brasil, e especialmente no Tocantins, é importado ou vem de refinarias privadas. Isso impacta diretamente os preços por aqui. Hoje, os valores já estão em patamares muito elevados, especialmente no caso do diesel, mas a gasolina também já sofre um impacto importante”, afirmou.
Pressão maior no diesel
Segundo o dirigente, o impacto da alta internacional do petróleo tem sido percebido principalmente no preço do diesel, combustível essencial para o transporte de cargas e abastecimento da cadeia logística. Ainda assim, a gasolina também já começa a registrar elevação nos valores praticados nos postos.
A avaliação do sindicato é de que o cenário internacional continua sendo o principal fator de pressão sobre os combustíveis neste momento.
Tendência de continuidade da alta
O Sindiposto-TO também alertou que a tendência é de continuidade da pressão sobre os preços enquanto persistirem as tensões geopolíticas que afetam o mercado global de energia.
“Enquanto o conflito não for resolvido, a tendência é que os preços continuem subindo. Se houver agravamento da crise, o barril pode disparar ainda mais, e isso aumenta a pressão sobre os combustíveis no mercado nacional e também no Tocantins”, destacou Wilber Silvano.
O sindicato informou que segue acompanhando o comportamento do mercado e reforçou que o cenário internacional permanece como um fator determinante para a formação dos preços dos combustíveis no país e no estado.
