Sintet cobra medidas urgentes contra fraudes em empréstimos consignados de servidores estaduais do Tocantins
04 fevereiro 2026 às 17h08

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) protocolou um ofício junto à Secretaria de Estado da Administração cobrando providências imediatas para conter fraudes em empréstimos consignados que vêm atingindo servidores públicos estaduais. O documento foi encaminhado ao secretário Paulo César Benfica Filho e solicita o reforço da segurança de dados sensíveis, especialmente no acesso à Autorização para Consignação (AIC).
Segundo o sindicato, têm se tornado recorrentes os relatos de servidores da educação — e também de outras áreas do serviço público — vítimas de golpes praticados por quadrilhas especializadas. Os criminosos utilizariam indevidamente dados pessoais e informações sensíveis para firmar contratos de empréstimos sem o conhecimento ou consentimento dos titulares, o que resulta em prejuízos financeiros e danos morais.
O Sintet cita, inclusive, um caso recente envolvendo um de seus diretores, que teria sido vítima de fraude com a utilização de documentos falsificados. De acordo com o relato apresentado no ofício, foi criada uma identidade falsa com todos os dados pessoais do servidor, o que possibilitou a contratação de um empréstimo consignado superior a R$ 70 mil junto à instituição financeira Sicoob.
Diante do cenário, o sindicato pede que a Secretaria da Administração adote medidas eficazes para fortalecer a proteção das informações dos servidores, além de implementar mecanismos de controle mais rigorosos sobre o acesso e o uso da AIC, apontada como um dos principais pontos vulneráveis explorados pelos fraudadores.
Para a entidade, a atuação do governo estadual precisa ser rápida e efetiva para coibir novas ocorrências, assegurar a integridade dos dados pessoais e proteger a estabilidade financeira dos servidores públicos do Tocantins.
O que diz o Estado
A Secretaria de Estado da Administração (Secad) esclarece que, em situações envolvendo abertura indevida de contas bancárias, empréstimos fraudulentos ou golpes financeiros, o(a) servidor(a) deve registrar boletim de ocorrência, procurar a instituição financeira responsável para a contestação formal da operação e, se necessário, buscar os órgãos de defesa do consumidor ou a via judicial.
Além disso, a Secad reforça a importância de que os servidores acompanhem regularmente seus contracheques e dados financeiros, adotando medidas imediatas diante de qualquer inconsistência identificada.
Por fim, a Secretaria de Estado da Administração esclarece que casos dessa natureza não são de responsabilidade do Estado, por se tratarem de relações de caráter privado entre o servidor e a instituição financeira.
