STF inicia julgamento que pode manter ou revogar prisão de Daniel Vorcaro
13 março 2026 às 07h59

COMPARTILHAR
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira, 13, às 11h, um julgamento virtual para decidir se será mantida a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A decisão que determinou a prisão foi tomada pelo ministro André Mendonça e agora será analisada pelo colegiado, que decidirá se referenda ou não a medida.
Além da situação de Vorcaro, os ministros também vão avaliar se permanecem válidas as prisões de Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do banqueiro, e de Marilson Roseno da Silva, suspeito de auxiliar no acesso a informações sigilosas da investigação.
Participam da votação, além de Mendonça, os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não participará do julgamento. Assim, apenas quatro votos serão computados. Em caso de empate, a decisão favorecerá Vorcaro, que poderá ser colocado em liberdade.
Operação e nova prisão
Vorcaro voltou a ser preso no dia 4 deste mês durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.
O pedido de prisão foi feito pela Polícia Federal após novas informações indicarem que o banqueiro teria ordenado ações para intimidar jornalistas, ex-funcionários e empresários, além de ter obtido acesso antecipado a dados das investigações.
Entre os elementos citados estão mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido durante a operação. Segundo a investigação, ele teria ameaçado o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em conversa com Luiz Phillipi Mourão.
Mourão também foi preso na terceira fase da operação e atentou contra a própria vida enquanto estava na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte.
A apuração ainda aponta que Vorcaro mantinha contato com dois servidores do Banco Central do Brasil e recebia informações sobre o andamento de investigações envolvendo o Banco Master no órgão.
Prisão anterior
A primeira prisão do banqueiro ocorreu em 17 de novembro do ano passado, quando ele tentava embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. No dia seguinte, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master diante de suspeitas de fraudes.
Após a detenção, a defesa obteve um habeas corpus na Justiça Federal em Brasília, permitindo que Vorcaro passasse a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
