A escolha do representante da advocacia no Tribunal de Justiça por meio do quinto constitucional em 2026 ocorre em um ambiente considerado tranquilo pela Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO), após um processo que se estendeu por cerca de dois anos. Atualmente, conforme a Ordem, 15 advogados concorrem à vaga, todos avaliados como tecnicamente aptos e com trajetória ligada à atuação institucional da advocacia.

Segundo a conselheira da OAB-TO, Marcela Félix, o caminho até a votação foi marcado por ajustes no calendário. A eleição, inicialmente prevista para ocorrer no ano anterior, chegou a ser suspensa, mas foi retomada com a abertura do processo em duas etapas, culminando na votação realizada nesta setxa-feira, 6. De acordo com ela, o clima entre os advogados votantes é de serenidade: “Os advogados estão bem decididos, o ambiente é ameno e a tendência é de uma eleição tranquila”, afirmou.

Para os candidatos presentes, o momento é histórico para a advocacia tocantinense. Na avaliação geral deles, a possibilidade de escolha de quem ocupará a vaga do quinto constitucional representa o exercício de um direito previsto na Constituição, que assegura a participação da advocacia na composição dos tribunais e contribui para o fortalecimento do sistema de justiça por meio da pluralidade de representações.

Sobre questionamentos levantados durante a campanha a respeito da habilitação de candidaturas, advogados presentes ressaltaram a atuação da comissão eleitoral responsável pelo processo. Segundo eles, todos os concorrentes foram submetidos à análise do colegiado, que avaliou critérios como notório saber jurídico e idoneidade moral, conforme estabelecido nas normas que regem o procedimento, o que garantiu a legitimidade das candidaturas habilitadas.

Para os juristas, presença de diferentes perfis no sistema de justiça é fundamental para o fortalecimento da democracia e para que a representação institucional reflita a diversidade da sociedade.

A votação definirá a lista que será encaminhada ao Tribunal de Justiça, etapa fundamental para a escolha do novo desembargador pelo quinto constitucional no Tocantins.