Último alvo de investigação nacional sobre fraudes eletrônicas milionárias é preso no Tocantins
03 junho 2026 às 14h27

COMPARTILHAR
O último investigado que permanecia foragido no âmbito da Operação Njord foi preso nesta terça-feira, 3, em São Miguel do Tocantins. Identificado pelas iniciais G.N.S., de 22 anos, ele é alvo de investigação nacional coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), da Polícia Civil de Goiás, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de praticar fraudes eletrônicas, invasão de dispositivos informáticos e lavagem de dinheiro.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido por equipes da 16ª Delegacia de Polícia Civil de São Miguel do Tocantins, em atendimento a determinação expedida pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia (GO).
A ação foi coordenada pelo delegado-chefe da 16ª DP, Antônio Bandeira, e integra os desdobramentos da operação nacional deflagrada anteriormente nos estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. Na ocasião, foram executados mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio judicial de bens e valores que somam mais de R$ 1,9 milhão.
Na primeira fase da operação, a Polícia Civil do Tocantins cumpriu quatro mandados de prisão preventiva nos municípios de São Miguel do Tocantins e Maurilândia do Tocantins, além de prestar apoio operacional às equipes da Polícia Civil de Goiás. Paralelamente, outros investigados foram presos em Imperatriz (MA), em ação integrada entre as forças de segurança dos estados envolvidos.
De acordo com as investigações conduzidas pela DERCC/PCGO, o grupo utilizava um esquema de phishing bancário baseado na criação de páginas falsas de instituições financeiras digitais, divulgadas em plataformas de busca na internet. A partir da obtenção das credenciais bancárias das vítimas, os investigados passavam a controlar sessões eletrônicas e realizavam transferências financeiras não autorizadas, principalmente por meio do sistema PIX.
As apurações também identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas que ultrapassam R$ 4,8 milhões, além de indícios de uma estrutura organizada com divisão de funções voltadas à prática de fraudes eletrônicas, movimentação de recursos de origem ilícita e lavagem patrimonial.
Após os procedimentos legais, o preso será encaminhado à Unidade Penal de Augustinópolis, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil orienta a população a evitar o acesso a instituições financeiras por meio de links patrocinados ou enviados por mensagens, recomendando a conferência dos endereços eletrônicos oficiais das plataformas utilizadas.
