Vicentinho tem oito aliados eleitos para Assembleia e poderá ampliar base até a posse
26 outubro 2026 às 11h09

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Eleito governador do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) tem como ponto de partida para sua articulação na Assembleia Legislativa os oito deputados eleitos que declararam apoio à sua candidatura durante o segundo turno. Outros 16 acompanharam Professora Dorinha (União Brasil).
Essa divisão é provisória e poderá mudar até a posse e ao longo do governo. Os apoios registrados na campanha não definem, necessariamente, quem integrará a base governista ou fará oposição na legislatura que começa em fevereiro de 2027.
Vicentinho encerrou o primeiro turno com cinco deputados eleitos em seu grupo e chegou a oito com as adesões de Paulinho do Bonifácio (Podemos), Moisemar Marinho (PL) e Luciano Oliveira (PSD). Os dois primeiros deixaram o palanque de Dorinha, enquanto o terceiro havia acompanhado Laurez Moreira (PSD).
Os apoios registrados na campanha
| Posição no levantamento | Deputados eleitos |
|---|---|
| Com Vicentinho — 8 | Dr. Danilo Alencar (MDB), Raul Cayres (MDB), Valdemar Júnior (MDB), Jorge Frederico (PSDB), Toinho Andrade (PSDB), Luciano Oliveira (PSD), Paulinho do Bonifácio (Podemos) e Moisemar Marinho (PL) |
| Com Dorinha — 16 | Eduardo Fortes (Republicanos), Léo Barbosa (Republicanos), Cleiton Cardoso (Republicanos), Kátia Chaves (Republicanos), Eduardo Madruga (Republicanos), Vilmar (PL), Wiston Gomes (PL), Gipão (PL), Marcus Marcelo (PL), Vanda Monteiro (União Brasil), Eduardo do Dertins (União Brasil), Nilton Franco (União Brasil), Marcos Júnior (Podemos), Claudia Lelis (PV), Ivory de Lira (PCdoB) e Marcos Duarte (PRD) |
A composição mostra que a negociação política atravessa as próprias legendas. PL e Podemos, por exemplo, tiveram deputados eleitos em palanques diferentes, enquanto o PSDB do governador eleito conquistou duas das 24 cadeiras.
Com o encerramento da eleição, as conversas para formar a base parlamentar poderão alterar esse quadro. Por enquanto, portanto, os números retratam os alinhamentos declarados durante a disputa, e não uma divisão definitiva entre governo e oposição para os próximos quatro anos.
