Três ex-governadores do Tocantins tiveram prisões decretadas nos últimos anos em operações distintas. Agora, dois deles se movimentam para disputar vaga na Câmara dos Deputados.

Sandoval Cardoso foi preso em 2016 na Operação Ápia, da Polícia Federal, que investigou suposto esquema de fraudes em licitações e desvios estimados em R$ 200 milhões. Ele deixou a Casa de Prisão Provisória de Palmas após pagar fiança de R$ 50 mil, por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Mauro Carlesse foi preso em dezembro de 2024 por determinação da 3ª Vara Criminal de Palmas, sob suspeita de planejar fuga para o exterior. A liberdade foi concedida por liminar do Superior Tribunal de Justiça, com imposição de medidas cautelares. Carlesse foi investigado em diferentes frentes, entre elas apurações sobre contratos públicos e supostos pagamentos de propina. Ele nega irregularidades.

Além deles, Marcelo Miranda também deixou o quartel da Polícia Militar após 147 dias preso na Operação 12º Trabalho, que apurou suspeitas de desvio de recursos públicos. A liberdade foi concedida pelo Supremo Tribunal Federal, que entendeu que o caso deveria tramitar na Justiça Eleitoral. Após a prisão, Miranda disputou vaga de deputado estadual, mas não foi eleito.

O movimento atual recoloca dois ex-chefes do executivo estadual no cenário eleitoral. Sandoval e Carlesse articulam projetos para a Câmara Federal, espaço que garante mandato parlamentar e foro por prerrogativa de função no âmbito federal.