Dorinha reafirma apoio ao fim da escala 6×1 após reunião da Fiesp sobre PEC alternativa
18 junho 2026 às 13h14

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Os senadores tocantinenses Eduardo Gomes (PL) e Professora Dorinha Seabra (União Brasil) participaram, na última terça-feira, 16, de uma reunião com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, em Brasília, em meio às articulações em torno das propostas que tratam da jornada de trabalho no país.
Após o encontro, Dorinha afirmou ao Jornal Opção Tocantins que mantém posição favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pela Câmara dos Deputados, que reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e prevê o fim da escala 6×1.
“A senadora Professora Dorinha é favorável à PEC que acaba com a escala 6×1 aprovada pela Câmara dos Deputados e que será analisada pelo Senado. Sua posição sobre o assunto é pública e conhecida”, informou a assessoria da parlamentar.
Segundo a senadora, a visita à Fiesp teve caráter institucional e de cortesia, com foco na apresentação das potencialidades econômicas do Tocantins e na prospecção de investimentos para o estado.
“A visita da senadora Professora Dorinha à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) teve caráter institucional e de cortesia, com foco na apresentação das potencialidades do Tocantins e na prospecção de oportunidades para atração de investimentos e empresas para o estado”, acrescentou a assessoria.
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a reunião também abordou a proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê a adoção de um regime flexível baseado em horas trabalhadas.
Eduardo Gomes é um dos signatários do texto alternativo, que estabelece a possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por meio de acordo individual, convenção coletiva ou negociação direta entre empregado e empregador.
A proposta também prevê que o valor da hora trabalhada seja calculado proporcionalmente ao salário mínimo ou ao piso da categoria, com reflexos proporcionais em direitos como férias, décimo terceiro salário e FGTS.
Em maio, quando o debate sobre a redução da jornada chegou ao Senado, Eduardo Gomes afirmou que analisaria o tema “sem radicalismos” e que apoiaria a alternativa que conciliasse os interesses dos trabalhadores com a manutenção de emprego e renda.
A reportagem procurou a assessoria do senador Eduardo Gomes para confirmar os detalhes da reunião e esclarecer seu posicionamento sobre a PEC em tramitação no Senado. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.
