A divulgação de um vídeo nas redes sociais do prefeito Auri-Wulange colocou o cenário eleitoral de 2026 no centro das articulações políticas em Axixá do Tocantins. Nas imagens, o gestor aparece diante de um grupo reunido em um ambiente de confraternização, defendendo apoio político ao ex-governador Sandoval Cardoso, pré-candidato a deputado federal, e à deputada estadual Cláudia Lelis, que deve disputar a reeleição.

Durante o discurso, Auri-Wulange associa obras executadas no município à relação política construída com Sandoval Cardoso ainda no período em que o aliado ocupou o Palácio Araguaia. Ao grupo presente, o prefeito também pede apoio para a caminhada política que pretende conduzir em 2026. “Vocês são a minha voz, vocês são a voz do povo de Axixá”, afirma em trecho do vídeo.

As imagens repercutiram nos bastidores políticos do Bico do Papagaio por mostrarem o prefeito falando para um grupo formado, em parte, por pessoas ligadas à estrutura da administração municipal. A divulgação do material alimentou comentários sobre eventual pressão política envolvendo servidores e apoiadores da gestão, hipótese negada pelo prefeito em conversa com o Jornal Opção Tocantins.

Segundo Auri-Wulange, o encontro ocorreu no horário de almoço, na residência de uma de suas filhas, e reuniu integrantes do seu grupo político. O prefeito afirmou que a reunião teve como objetivo comunicar uma mudança de alinhamento eleitoral após rompimento político com o deputado federal Jair Farias.

“Foi uma reunião do meu grupo político de reposicionamento de candidaturas. Antes a gente apoiava pré-candidaturas do Jair Farias, mas como ele traiu o meu grupo político, traiu a minha cidade, a gente resolveu migrar para o Sandoval”, afirmou.

O prefeito também negou qualquer tipo de constrangimento ou pressão sobre participantes do encontro. “Sou advogado por formação e sei os limites da legislação eleitoral. Em nenhum momento houve pressão, até porque não é meu estilo”, declarou. Em outro trecho da conversa, afirmou que o grupo político ligado à sua gestão é “bem unido” e classificou o encontro como um momento de confraternização e diálogo político.

A movimentação ocorre em um momento em que prefeitos do interior começam a reorganizar alianças e definir os grupos que pretendem apoiar nas eleições proporcionais e majoritárias do próximo ano.