A campanha de Eli Borges (Republicanos) avalia que o discurso de identificação com a direita começou a levar o candidato ao Senado para além de sua base tradicional entre os evangélicos e decidiu reforçar essa estratégia na reta final. Segundo integrantes da campanha, Eli tem avançado entre eleitores conservadores que não pertencem necessariamente ao segmento religioso e que, até então, mantinham pouca ligação com sua candidatura.

Deputado federal e pastor, Eli construiu parte relevante de sua trajetória política dentro do segmento evangélico, eleitorado no qual já mantém uma base consolidada. A avaliação de sua equipe é que a defesa mais enfática de pautas conservadoras abriu uma frente diferente. O discurso de que seria o “verdadeiro candidato da direita”, as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do impeachment de ministros da Corte e posições sobre família e costumes passaram a ser usados para alcançar o eleitor que se identifica com a direita, mas não necessariamente com o universo evangélico.

Na reta final, a campanha pretende aprofundar justamente essa expansão. Além das pautas conservadoras, a estratégia prevê maior participação de lideranças nacionais da direita em declarações, vídeos e atos de apoio. Integrantes da campanha dizem identificar crescimento nesse público e avaliam que a disputa agora passa por transformar a base religiosa já conhecida de Eli em ponto de partida para alcançar uma parcela mais ampla do eleitorado conservador tocantinense.