A última semana da janela partidária mexe no cenário político na Assembleia Legislativa do Tocantins, com impacto direto na disputa pelo governo estadual em 2026. A base governista do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) passa a contar com 15 deputados estaduais, número que também sustenta a pré-candidatura da senadora Dorinha Seabra (UB) ao Palácio Araguaia.

A composição reúne parlamentares de partidos como União Brasil (UB), Progressistas (PP), Republicanos e PL. Entre os nomes do União Brasil estão Vanda Monteiro, Nilton Franco, Eduardo do Dertins e Jair Farias, além da bancada do PL com Wiston Gomes, Vilmar de Oliveira, Marcus Marcelo, Gipão e Moisemar Marinho. Também integram o grupo Cleiton Cardoso, Eduardo Fortes e Léo Barbosa, do Republicanos, e Janad Valcari, do PP.

Ainda orbitam a base governista os deputados Ivory de Lira, do PCdoB, e Cláudia Lelis, do PV. As siglas integram federação partidária e não oficializaram posição conjunta, mas, nos bastidores, ambos são apontados como alinhados ao grupo de Wanderlei e Dorinha.

Oposição

Do outro lado, a oposição ganha nova configuração com a movimentação do presidente da Assembleia, Amélio Cayres, que deixa o Republicanos e se filia ao MDB. O movimento aproxima o partido do PSDB, que tem o deputado federal Vicentinho Júnior como pré-candidato ao governo.

A aliança entre MDB e PSDB passa a contar com pelo menos quatro deputados estaduais: Olyntho Neto e Danilo Alencar, pelo MDB, além de Jorge Frederico e Júnior Geo, pelo PSDB.

Outro eixo da oposição é liderado pelo vice-governador Laurez Moreira (PSD), também pré-candidato ao governo. Ele reúne, neste momento, três parlamentares: Gutierres Torquato, Eduardo Mantoan e Luciano Oliveira, todos do PSD agora.

O deputado Valdemar, que é do Republicanos, no entanto, mantém diálogo com MDB e PSD, ou seja, deve ficar na oposição.

Com essas movimentações, o bloco oposicionista pode alcançar até nove deputados estaduais, dependendo dos desdobramentos finais da janela partidária.

O novo desenho consolida uma maioria governista na Assembleia, ao mesmo tempo em que estrutura uma oposição mais ampla e distribuída entre diferentes pré-candidaturas ao governo do estado