A ida do deputado federal, e pré-candidato ao governo do Tocantins, Vicentinho Júnior para o comando estadual do PSDB pode criar um novo arranjo partidário da disputa de 2026 e uma variável nova MDB no Tocantins.

No meio político, a avaliação é que a mudança partidária pode representar a janela aguardada para inserir o MDB em uma chapa majoritária. Pré-candidato ao Senado, Alexandre tem defendido publicamente a viabilidade de seu nome e busca espaço em uma composição competitiva nas eleições deste ano.

A consolidação de Vicentinho no PSDB, com base ampliada de prefeitos e perspectiva de fortalecimento da sigla, abre margem para negociações que até então estavam indefinidas. A leitura é que, diante de um novo eixo político em formação, há espaço para discutir a vaga ao Senado em uma eventual aliança.

Recuo estratégico

No campo interno, Alexandre promoveu um ajuste prévio. O irmão, Raul Guimarães, deixou de disputar uma candidatura à Câmara Federal. A avaliação feita por interlocutores é que dois nomes da mesma família na disputa proporcional e majoritária poderiam dificultar acordos regionais.

Em articulações municipais, lideranças costumam evitar compromissos que envolvam múltiplas candidaturas familiares, ainda que para cargos distintos. A sobreposição pode gerar constrangimentos em redutos onde um nome possui base consolidada e o outro não. Segundo interlocutores, esse cenário tende a limitar alianças mais amplas.

Ao retirar o irmão da corrida, Alexandre reduz pontos de tensão e mantém o foco na construção da candidatura ao Senado.

Possível convergência

A movimentação de Vicentinho ao PSDB altera a correlação de forças e pode acelerar conversas entre os dois grupos. Não há definição formal, mas se a negociação avançar, o MDB pode ocupar a vaga ao Senado em uma composição liderada pelo PSDB.