Paulo Mourão entra no embate sobre tarifas dos EUA e chama Flávio Bolsonaro de “TariFlávio”
04 junho 2026 às 20h37

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O pré-candidato ao Senado Paulo Mourão (PT) entrou no debate sobre a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e transformou o tema em ataque político ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidência da república. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira, 4, o petista adotou o apelido “TariFlávio”, que ganhou espaço nas redes sociais nos últimos dias, e acusou a família Bolsonaro de agir contra os interesses econômicos do país.
A manifestação ocorre após o governo do presidente Donald Trump anunciar a intenção de aplicar uma nova tarifa sobre importações brasileiras. A medida ainda está em fase de consulta pública e faz parte de uma investigação iniciada em 2025 pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos. O prazo para eventual entrada em vigor da tarifa é 15 de julho.
No vídeo, Mourão relaciona a atuação internacional da família Bolsonaro ao momento de tensão comercial entre os dois países. “A máscara do falso patriota caiu. A sociedade já deu o nome certo: TariFlávio”, afirma. Em outro trecho, diz que “sabotar a economia do próprio país por interesse político e mesquinho não é patriotismo, é traição à pátria”.
O pré-candidato sustenta que uma eventual ampliação das tarifas pode atingir setores produtivos brasileiros e provocar reflexos sobre empregos, renda e investimentos. Segundo ele, os efeitos seriam sentidos por empresários, produtores rurais e trabalhadores.
A proposta apresentada pelo governo americano prevê sobretaxa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, mas mantém exceções para itens considerados estratégicos ou de difícil substituição no mercado norte-americano, entre eles carne bovina, café, aeronaves, peças aeronáuticas, petróleo e determinados minerais.
O episódio acrescenta um componente nacional à disputa política para 2026. Enquanto setores ligados ao PT utilizam o tema para ampliar as críticas ao bolsonarismo, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro rejeitam qualquer relação entre a atuação política da família Bolsonaro e a investigação comercial conduzida pelo governo dos Estados Unidos.
