O vereador de Palmas e ex-prefeito da Capital, Carlos Amastha (PSB), admitiu que não deve disputar as eleições pelo PSB e sinalizou a possibilidade de migrar para outra sigla para viabilizar uma candidatura em 2026.

Apesar de ainda se declarar pré-candidato ao governo, Amastha reconheceu que sua permanência no PSB inviabiliza qualquer projeto eleitoral. “Eu continuo pré-candidato ao governo. […] Mas eu posso disputar alguma coisa pelo PSB? Zero”, afirmou.

A declaração ocorre após a mudança no comando regional do partido. O superintendente da Agricultura e Pecuária no Tocantins, Roberto César Ferreira de Oliveira, o Cesinha, assumiu a presidência do PSB no estado, substituindo o próprio Amastha, que liderava a sigla desde 2019.

A nova configuração aproxima o partido do grupo político do senador Irajá Abreu (PSB), que atua na construção de uma frente ampla ao lado do vice-governador Laurez Moreira (PSD), também pré-candidato ao governo, reduzindo o espaço de Amastha dentro da legenda. 

Sem controle partidário, o ex-prefeito afirmou que aguarda uma definição para decidir os próximos passos. “Primeiro tenho que ter minha carta na mão, ver o que resta da minha vida”, disse. Procurado para comentar se o PSB autorizará a saída de Amastha, Irajá não se posicionou. 

Questionado sobre a possibilidade de mudança de partido, incluindo aproximação com o Podemos, considerando que hoje o ex-prefeito é secretário do Matopiba na gestão de Eduardo Siqueira Campos, presidente estadual do Podemos, Amastha indicou que a decisão dependerá do cenário político. “Depende do projeto. Porque no Podemos eu não poderia ser candidato ao governo”, afirmou, ao mencionar que a senadora Professora Dorinha é o nome do grupo para a disputa majoritária.

Do outro lado, o prefeito de Palmas, Eduardo não descartou ao Jornal Opção Tocantins que a entrada de Amastha no Podemos e indicou que a sigla pode abrigar sua candidatura proporcional. “Eu não vejo o maior problema em ele ser candidato pelo Podemos”, afirmou.

Eduardo também destacou o perfil político do ex-prefeito. “Ele é uma pessoa de muita inteligência, articulado, tem representatividade”, disse.

Nos bastidores, a avaliação é de que, sem espaço para disputar o governo, Amastha pode buscar uma candidatura proporcional. A possibilidade de concorrer a deputado estadual pelo Podemos pode ser considerada viável dentro do grupo político do prefeito.

O prazo para filiação partidária, que se encerra no início de abril, é apontado como decisivo para o futuro político do ex-prefeito.