Soró não disputará vaga na Assembleia Legislativa, diz Eduardo Siqueira Campos
23 março 2026 às 15h44

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O prefeito de Palmas e presidente estadual do Podemos, Eduardo Siqueira Campos, afirmou que o secretário municipal de Relações Institucionais, Sérgio Vieira Marques, o Soró, não será candidato a deputado estadual nas eleições de 2026. A declaração foi dada ao Jornal Opção Tocantins, onde o prefeito comenta a estratégia do Podemos para a formação de chapas proporcionais no Tocantins.
Segundo Eduardo, a decisão segue um critério de equilíbrio interno e evita favorecimento familiar dentro do partido.
O prefeito argumenta que incluir um familiar na disputa estadual contrariaria o discurso de equidade na montagem da chapa. “Eu estaria desfazendo esse meu discurso se colocasse alguém da minha família para disputar essa eleição”, disse. Soró é tio da esposa de Eduardo, Polyanna Siqueira Campos.
Apesar disso, Eduardo não descartou completamente a participação de Soró no processo eleitoral. De acordo com ele, uma eventual candidatura poderia ocorrer apenas para deputado federal e ainda assim em caráter excepcional, caso seja considerada estratégica pelo grupo político.
“Se a chapa federal entender que isso ajuda a consolidar uma vaga, aí seria um sacrifício no sentido de colaborar com o quociente eleitoral”, explicou.
O prefeito detalhou que a prioridade do Podemos é estruturar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados. Ele citou nomes já testados nas urnas, como Sandoval Cardoso, Thiago Dimas e Osires Damaso, e afirmou que o grupo trabalha para alcançar votos suficientes para eleger até três parlamentares.
No caso da Assembleia Legislativa, a estratégia será diferente. Eduardo afirmou que o partido pretende montar uma chapa sem deputados com mandato, como forma de ampliar as chances de novos nomes.
“É muito difícil concorrer com quem já tem estrutura, emendas e gabinete. A ideia é dar oportunidade para quem está começando”, disse.
O prefeito também reforçou que não pretende lançar familiares na disputa eleitoral. “Não vejo ninguém da minha família disputando qualquer cargo”, afirmou, ao citar ainda que integrantes do núcleo familiar estão focados em outras atividades, como gestão e questões pessoais.
A definição das candidaturas deve avançar após o prazo final de filiações partidárias, previsto para abril. Até lá, segundo Eduardo, o trabalho seguirá de forma reservada, com articulações e composição de nomes para as chapas proporcionais.
