Cerâmica ganha movimento em exposição inspirada na dança Suça em Palmas
12 agosto 2026 às 15h34

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A partir de 28 de agosto, a exposição itinerante “Dança do Pote” inicia sua circulação em Palmas. O projeto do Ponto de Cultura Pote de Ouro Arts apresenta um conjunto de peças cerâmicas inspiradas nos movimentos e gestos da Suça, manifestação tradicional presente na cultura tocantinense.
O artista e ceramista Wanderley Batista tem o objetivo de transformar, a partir do barro, os movimentos da dança em formas, volumes e esculturas, propondo um novo olhar sobre esse patrimônio cultural. A ação de produção cultural de Daniella Aires integra a programação da Casacor Tocantins, onde permanece aberta ao público até 5 de setembro. Na sequência, o projeto segue para Vila de São Jorge, em Alto Paraíso (GO), e Natividade (TO).
De acordo com o ceramista, “Dança do Pote” propõe uma experiência multidisciplinar, aproximando diferentes linguagens artísticas. Durante a circulação, o público também pode participar de intervenções artísticas com dança e música, rodas de conversa com o artista e oficinas de argila. Wanderley comenta ainda que a intervenção estabelece um diálogo entre os gestos do oleiro e os movimentos da Suça. Para ele, a dança encontra a música executada com instrumentos confeccionados em barro, criando uma experiência sensorial em que o público pode perceber a relação entre corpo, terra, memória e criação.
“A Dança do Pote nasce desse desejo de perceber que o barro também pode dançar. O movimento das mãos do oleiro, o movimento do corpo na Suça e o som dos instrumentos de barro fazem parte de uma mesma linguagem: a linguagem da terra e da memória”, disse o artista.
De acordo com os organizadores do projeto, a escolha das cidades que recebem a circulação também faz parte da proposta artística e cultural. Em Natividade, cidade histórica do Tocantins e relacionada à tradição da Suça, a exposição visa estabelecer um encontro direto com o território.
Em Palmas, a exposição integra a programação da Casacor Tocantins e compõe o ambiente “Rota do Quilombo”, do artista Divino Alcan, com o objetivo de criar um encontro entre diferentes expressões da cultura tocantinense e aproximar a cerâmica, a memória e os saberes tradicionais da arquitetura, do design e da arte contemporânea.
Para o Pote de Ouro Arts, levar a “Dança do Pote” para diferentes localidades é também uma forma de ampliar a visibilidade da produção cultural tocantinense. “O Tocantins é um estado jovem, mas possui uma riqueza cultural enorme. A gente quer mostrar que a cultura popular não está parada no passado. Ela continua viva, pode dialogar com outras linguagens e também pode inspirar novas formas de criação artística”, disse Daniella Aires, produtora cultural do projeto, que é aprovado no edital Promic 2025 e realizado pela Fundação Cultural de Palmas.
