Espetáculo inspirado em Maria Bethânia chega a Palmas com ingressos solidários
22 abril 2026 às 15h46

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Na próxima quarta-feira, 29, o grupo de dança contemporânea goianiense Giro8 vai realizar um espetáculo inédito em Palmas, intitulado de “Começaria Tudo Outra Vez”. A apresentação é dirigida por Joisy Amorim e acontece no Teatro Sesc Palmas, às 20h. Um dos destaques é a trilha sonora, inteiramente composta por canções e poemas interpretados por Maria Bethânia.
Os ingressos podem ser trocados pela doação de 1kg de alimento não perecível. A sessão integra o projeto “Giro8: 15 anos de manutenção, sustentação, arte e fomento econômico” que compõe a rede de ações artísticas brasileiras fomentada pelo Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, executado pela Fundação Nacional de Artes, entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Governo do Brasil.
O espetáculo é insipirado por conceitos filosóficos clássicos e investiga o amor em suas expressões de Eros (desejo), Filia (amizade) e Ágape (amor incondicional). A dramaturgia corporal dos intérpretes se constrói a partir dessas camadas.
Para a diretora, a escolha da Maria Bethânia como voz da trilha sonora veio de uma conexão profunda. “A voz dela tem algo de sagrado, uma força que transmite esse amor ágape, um amor pela humanidade. Além disso, traz uma brasilidade que dialoga com o corpo e a linguagem da Giro8. Bethânia tem um repertório vasto, intenso, e a forma como interpreta poemas e canções de tantos autores costura poeticamente a dramaturgia do espetáculo. Cada música foi escolhida com muito cuidado, criando uma narrativa sonora que sustenta e impulsiona a cena. É uma trilha que carrega afeto, força e sentido”, comentou Joisy Amorim.
O espetáculo ainda convida à escuta das múltiplas maneiras de viver o amor. “A gente coloca várias situações de diferentes formas de amar no palco, mas de uma forma muito singela. Minha intenção é que qualquer pessoa que assista consiga sair do espetáculo refletindo, entendendo que cada pessoa ama de um jeito, mas que para a vida continuar precisamos principalmente do amor de grupo, do amor da humanidade”, apontou a diretora.
Joisy explicou que a simbologia do papel é um elemento simbólico e central da narrativa, representando a fragilidade e a possibilidade de registro, do que se escreve, se rasura e se guarda. “O papel entrou na criação com uma simbologia muito forte. O cenário é de papel, os figurinos também, e esse material se integra completamente à dramaturgia. Há momentos em que o papel e o corpo se fundem em cena, como se fossem uma coisa só. Ele não é só suporte visual, mas presença poética, frágil e potente ao mesmo tempo”, frisou.
