Banco Master foi citado em um dos relatórios da PF na Operação Máximus sobre investimentos do Igeprev
12 março 2026 às 12h48

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Um dos relatórios parciais da Polícia Federal produzido no âmbito da Operação Máximus menciona o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, em trecho que trata de processos relacionados a investimentos realizados pelo Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev). O documento integra o inquérito nº 5003, que tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.
Com 1.939 páginas, o inquérito reúne diferentes frentes de investigação sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Judiciário do Tocantins. Entre os núcleos analisados pela Polícia Federal está um conjunto de processos ligados a aplicações financeiras feitas pelo Igeprev em fundos de investimento que resultaram em disputas judiciais e ações de improbidade administrativa.
No material enviado ao Supremo, a PF descreve a tramitação de ações relacionadas a investimentos do instituto e menciona acordos firmados no curso desses processos. Em um dos trechos, aparece referência ao antigo Banco Máxima S.A., instituição financeira que posteriormente passou a se chamar Banco Master.
Segundo o relatório, o banco é citado no contexto de um acordo de não persecução cível firmado pelo Ministério Público com empresas ligadas às operações financeiras questionadas. O ajuste tratou de medidas para ressarcimento de valores relacionados às aplicações do instituto em fundos de investimento.
As apurações da Polícia Federal nesse núcleo investigam a possível manipulação de decisões judiciais em processos que envolvem o ex-presidente do Igeprev, Gustavo Furtado Silbernagel. Thales André Pereira Maia e o advogado Thiago Sulino de Castro foram indiciados por prevaricação nesse desdobramento da investigação.
O relatório também menciona, como suspeitos de participação nas supostas interferências em processos judiciais, dois desembargadores do TJTO e um juiz. Os magistrados não foram indiciados nesse trecho do inquérito.
A Operação Máximus reúne ao menos 14 frentes de investigação que tratam de suspeitas de corrupção, tráfico de influência e venda de decisões judiciais no Tocantins. Parte das apurações já resultou em indiciamentos e o relatório da Polícia Federal foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que apresentou manifestação antes de o processo seguir concluso ao relator no Supremo.
