O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou inquérito civil para apurar a regularidade dos processos seletivos simplificados utilizados pela Universidade de Gurupi (UnirG) para contratação de professores substitutos e temporários.

A investigação tem origem em um procedimento preparatório que analisou possível irregularidade na forma de avaliação dos candidatos, especialmente quanto ao uso da prova de títulos e à ordem das etapas do certame.

Em manifestação encaminhada ao Ministério Público, a UnirG informou que os processos seletivos seguem o regulamento aprovado pela Resolução Consup nº 027/2023. Segundo a instituição, a análise documental possui caráter eliminatório para verificação dos requisitos do edital, a avaliação curricular tem caráter classificatório e a etapa final consiste em prova didática para professores ou entrevista para preceptores, com caráter eliminatório e classificatório.

A universidade também informou que apenas os candidatos mais bem classificados avançam para a terceira etapa, em razão de cláusula de barreira prevista no edital. Ainda segundo a instituição, a inclusão de prova objetiva ou avaliação subjetiva na primeira fase tornaria o processo seletivo mais burocrático.

Antes da abertura do inquérito, o Ministério Público expediu recomendação para que a instituição passasse a adotar, nos processos seletivos para professor substituto ou temporário, uma etapa prévia de avaliação de conhecimento, como prova objetiva ou aula, antes da análise de títulos.

De acordo com a promotoria, ainda não há comprovação formal de que a recomendação foi integralmente cumprida. O inquérito civil busca verificar a regularidade dos certames e o atendimento às orientações expedidas pelo órgão.

Uma audiência extrajudicial foi marcada para o dia 24 de março, às 14 horas, com a presença do presidente da Fundação UnirG e da Procuradoria da instituição. O Jornal Opção Tocantins pediu posição para a universidade e aguarda manifestação para atualização da matéria.