Alimentação fora de casa em Palmas encerra primeiro trimestre com inflação de 1,6%, aponta pesquisa
29 abril 2026 às 14h18

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Uma pesquisa sobre alimentação fora de casa em Palmas realizada pelo Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-sociais (Naepe) apontou que a inflação no primeiro trimestre do ano atingiu 1,6% no setor. De acordo com o levantamento, o resultado aponta para uma situação moderada, mas com o principal fator a alta nos preços dos lanches, que aumentaram 5,05% em média.
O estudo aponta que, apesar da inflação controlada no conjunto da alimentação fora de casa, o comportamento dos preços não foi homogêneo. Enquanto refeições e bebidas apresentaram variações discretas, lanches tiveram ampliação nos valores. O misto simples liderou os aumentos, com alta de 5,98%, seguido pelo pão de queijo (5,46%) e o pastel (4,75%).
O levantamento do Naepe mostra que as refeições tiveram comportamento praticamente estável. O reajuste médio foi de 0,31%, com destaque para o prato feito (PF), que subiu 0,86%, enquanto a refeição por quilo registrou leve alta de 0,39%. Já um dos pratos regionais mais emblemáticos, o chambari, teve variação de 0,68%. No segmento de bebidas, a inflação também foi contida. O refrigerante em lata (350 ml) apresentou aumento de 1,36%, seguido da água (500 ml) com 0,82%, enquanto os demais itens mantiveram estabilidade.
O levantamento também mostra o comportamento dos restaurantes. A média geral da refeição por quilo é de R$ 83,66, enquanto o preço médio ajustado é de R$ 72,19. O valor ajustado desconsidera estabelecimentos de alto padrão.
O professor de economia do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e diretor-geral do Naepe, Autenir de Rezende, disse que “É importante considerar que estamos falando de um trimestre que vai de janeiro a março, período que ainda não reflete com clareza os impactos mais recentes, como a guerra internacional e a alta dos combustíveis. Por outro lado, esse resultado captura a deflação observada nos alimentos básicos ao longo do ano passado, o que ajudou a manter os preços mais controlados no início de 2026.”
“Quando os lanches sobem acima da média, isso indica uma pressão sobre o consumo rápido e cotidiano, que afeta diretamente trabalhadores e estudantes. É uma inflação mais sensível socialmente,” frisou o economista.
Os dados completos da pesquisa podem ser acessados no site e no perfil
oficial do Núcleo no Instagram (@naepe.pesquisas).
O estudo teve apoio do Ministério Público do Tocantins (MPTO), da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT), do PET Economia da UFT e do Conselho Regional de Economia do Tocantins (Corecon-TO).
