O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), Amélio Cayres (MDB), afirmou nesta segunda-feira, 20, que ouviu do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) que a candidatura de Vicentinho Júnior (PSDB) ao Palácio Araguaia dependeria da presença dele e do deputado federal Alexandre Guimarães (MDB) na composição. A declaração foi dada durante encontro de lideranças do MDB, em Palmas, que reuniu o presidente estadual da sigla e pré-candidato ao Senado, Alexandre Guimarães, além dos deputados estaduais Danilo Alencar e Valdemar Júnior, ambos pré-candidatos à reeleição.

“Inclusive, o próprio governador dizia: ‘olha, o Vicente só faz uma chapa se tu for, porque vai tu e o Alexandre; se não levar, chapa ele não faz’”, declarou Amélio ao comentar as articulações que antecederam a formação da chapa de oposição ao grupo liderado por Wanderlei.

Até setembro do ano passado, Amélio aparecia entre os nomes cotados pelo governador para disputar sua sucessão em 2026. O cenário, no entanto, mudou com a consolidação da pré-candidatura da senadora Dorinha Seabra (União Brasil), apoiada pelo Palácio Araguaia. Na reunião desta segunda, o presidente da Aleto reforçou que a composição entre ele, Vicentinho e Alexandre era vista por aliados como uma alternativa competitiva para a disputa estadual.

“Deus nos colocou nesse caminho, a gente juntou os três. Embora hoje seja uma reunião da sigla, do MDB, o nosso foco maior é o 45”, afirmou, em referência ao número do PSDB, partido de Vicentinho. Amélio também destacou que estará na chapa como candidato a vice-governador e disse que o tucano representa “todos os tocantinenses” e as candidaturas do grupo político.

O emedebista afirmou ainda que a indefinição sobre sua permanência no grupo governista retardou a decisão de Alexandre Guimarães de entrar na disputa pelo Senado. Segundo ele, a candidatura do deputado federal “ficou muito tempo emperrada” enquanto o cenário político não estava definido.

Durante o encontro, Amélio também reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo MDB para montar chapas proporcionais após a definição da aliança com o PSDB. Segundo ele, muitos prefeitos e lideranças municipais já haviam firmado compromissos com candidatos de outras legendas quando a nova conjuntura política foi consolidada.

Sem pedir que os aliados abandonem acordos já estabelecidos, o presidente da Aleto defendeu o respeito à palavra dada. “Não vamos fazer isso para que a gente não desmanche compromissos. Na política, a palavra é uma das coisas mais sagradas”, afirmou.