Nesta quinta-feira, 30, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro e a suspensão na distribuição e do uso de um lote do remédio Paramol 750 mg (paracetamol) após identificar comprimidos com sinais de contaminação por bolor. 

As resoluções foram publicadas no Diário Oficial da União, determinando o recolhimento de todas as unidades de Paramol do lote 114053 com 200 comprimidos fabricada pela empresa Belfar Ltda, assim como das canetas emagrecedoras da marca Mounjaro que apresentam número de lote D881474 e série 302199651396

Segundo a Anvisa, a própria empresa detentora do registro do medicamento Mounjaro, Eli Lilly do Brasil Ltda., identificou no mercado um item considerado legítimo e existente no sistema, mas com número de série classificado como incompatível. No caso do paracetamol, ainda conforme a Agência, foram encontrados comprimidos com sujidade cuja aparência é sugestiva de contaminação por bolor, um tipo de fungo conhecido popularmente como mofo.

Em nota, a Anvisa reforçou a orientação para que a população em geral e profissionais de saúde somente adquirem medicamentos em farmácias devidamente regularizadas, sempre em embalagem completa (dentro da caixa) e mediante emissão da nota fiscal.

“Em caso de identificação de unidades dos medicamentos com suspeita de falsificação, a população e os profissionais de saúde não devem utilizar o produto e devem entrar em contato com as empresas detentoras do registro desses produtos, para verificar sua autenticidade”, disse a agência.

O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e figura entre os medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. Enquanto isso, o Paramol é indicado para o tratamento da febre e para o alívio de dores leves a moderadas, tendo o paracetamol como seu princípio ativo.

A orientação da Anvisa é que consumidores que possuam uma unidade de um dos lotes mencionados interrompam imediatamente o uso do medicamento. A agência recomenda ainda procurar orientação médica ou farmacêutica para a substituição do produto por outro medicamento adequado.

Em relação ao ressarcimento, a Anvisa informa que os consumidores devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante.