A senadora e pré-candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), disse nesta sexta-feira, 26, que sua decisão de disputar o Palácio Araguaia não está relacionada à busca por poder, mas ao desejo de servir à população. A declaração foi feita durante o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Eli Borges (PL) ao Senado, em Araguaína.

Em um discurso marcado por referências à fé, Dorinha relembrou sua trajetória política e afirmou acreditar que sua carreira foi conduzida por um propósito divino. Segundo ela, desde a eleição para a Câmara dos Deputados recebeu sinais de que sua atuação na política fazia parte de um projeto maior.

“Um dia eu brinquei com o governador que eu não tinha fazenda, não tinha terra, não tinha boi. Mas Deus me honrou de um jeito e me disse, por meio de muitas pessoas, que me queria na Câmara Federal. Se fosse preciso, levantaria pessoas que eu nem conhecia. E Deus fez isso comigo. Me colocou como deputada federal ganhando de muitos deputados de mandato”, afirmou.

A senadora também relembrou a disputa pelo Senado e disse que recebeu conselhos para desistir da candidatura diante da força dos adversários, mas decidiu seguir em frente.

“Quando fui candidata ao Senado, muita gente dizia: ‘não vá disputar o Senado, é muito difícil’. Mas o poder verdadeiro vem de Deus. Eu acreditei, enfrentei e Deus foi levantando pessoas. Deus mostrou que tinha um propósito e um projeto”, declarou.

Ao justificar sua pré-candidatura ao governo, Dorinha disse que não pretende ocupar o cargo por status, mas pela possibilidade de ampliar sua atuação em favor da população.

“Hoje coloco meu nome como pré-candidata ao governo do Tocantins. Eu não vim à Terra para me divertir ou ficar em um lugar bom. Deus me disse que eu tenho que enfrentar esse desafio. Eu não estou em busca do céu aqui na Terra, estou em busca de poder servir e retribuir todas as oportunidades que tive de Deus para virar professora, secretária, deputada e senadora. Com a ajuda de Deus e do povo do meu estado, quero ser governadora para cuidar de gente e cuidar do meu estado”, afirmou.

Durante o discurso, a senadora também defendeu a política como instrumento de transformação social. “A política só serve se ela for um instrumento de mudança para melhor na vida das pessoas. É dar voz a quem não tem voz, é cuidar das pessoas mais importantes”, disse.