Coletivo Somos denuncia QR Code de suposto diploma irregular que levaria a site de apostas em processo de escolha de diretores de Palmas
20 agosto 2026 às 15h04

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O Coletivo Somos divulgou uma denúncia nas redes sociais envolvendo o processo de escolha de diretores das unidades escolares da rede municipal de Palmas. Segundo o grupo, o QR Code inserido em um dos diplomas apresentados por candidatos no certame direcionaria para uma plataforma de apostas on-line conhecida como “Jogo do Tigrinho”.
A denúncia foi divulgada em vídeo pelo coletivo, que relacionou o caso à investigação aberta pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) sobre suspeitas de uso de diplomas falsos no Processo de Escolha de Diretores das Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino de Palmas (Pedue).
No vídeo, integrantes do grupo afirmam que o novo elemento deve ser analisado pelas autoridades e defendem que a apuração seja ampliada para outros processos seletivos e concursos públicos do município.
“Se isso está ocorrendo numa eleição de diretores de escola, imagine se também está ocorrendo a apresentação de diplomas falsos no concurso da educação, da saúde, do quadro geral e da guarda metropolitana”, afirmou o coletivo.
O grupo também questionou se eventuais irregularidades poderiam ter prejudicado candidatos com documentação regular e pediu uma investigação detalhada de todos os documentos apresentados.
“É preciso investigar documento por documento e caso por caso”, publicou o Coletivo Somos.
Até o momento, não há confirmação oficial de que o diploma citado pelo grupo seja falso, nem de que outros concursos públicos tenham sido afetados. A denúncia do QR Code ainda deve ser analisada pelos órgãos responsáveis pela investigação.
Investigação do MPTO
O caso ocorre após o Ministério Público do Tocantins instaurar um inquérito civil para apurar suposto uso de diplomas falsos no processo de escolha de diretores da rede municipal de Palmas.
Segundo o MPTO, instituições de ensino superior confirmaram que documentos apresentados por candidatos não foram emitidos por elas. O órgão solicitou o afastamento dos servidores cujos documentos tiveram a falsidade confirmada, a suspensão das gratificações relacionadas ao cargo e a realização de uma auditoria em todos os diplomas e certificados apresentados pelos diretores nomeados.
O procedimento também foi encaminhado ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), para análise de possíveis crimes como falsidade ideológica, uso de documento falso e estelionato contra a administração pública.
O que diz a Prefeitura de Palmas
Na última semana, a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), informou que tomou conhecimento do inquérito civil instaurado pelo Ministério Público e que está adotando as providências necessárias para apresentar as informações e documentos solicitados pelo órgão.
A pasta afirmou que possui prazo de dez dias para encaminhar as respostas ao MPTO e reforçou o compromisso com a transparência, a prestação de informações e a qualidade da educação municipal.
Sobre a nova denúncia apresentada pelo Coletivo Somos, o Jornal Opção Tocantins solicitou novo posicionamento à Prefeitura de Palmas e aguarda um retorno.
