Com cargo na gestão Eduardo, Amastha retira pedidos de impeachment contra Wanderlei
29 janeiro 2026 às 17h14

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O vereador e ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), anunciou a retirada dos pedidos de impeachment que havia protocolado contra o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) nesta quinta-feira, 29. A decisão ocorre meses após o parlamentar assumir o cargo de Secretário Municipal Extraordinário do Matopiba, na gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos), que tem sinalizado alinhamento político com o governo estadual.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Amastha justificou a mudança de postura afirmando que a instabilidade política tem causado impactos negativos na economia tocantinense, especialmente no comércio.
“A política não pode ser levada ao campo de prejudicar os negócios e o empreendedorismo do nosso estado. Esse final de ano foi muito ruim para o comércio por causa dessa instabilidade, e eu não posso ser o promotor de um processo desses”, afirmou.
O vereador também mencionou o contexto eleitoral e disse que cabe à Justiça cumprir seu papel. “Vamos respeitar o que a Justiça já decidiu e seguir em frente. O Tocantins precisa que a gente se junte, não para discutir pessoas, mas para discutir projetos e o futuro do estado”, declarou.
Mudança de postura
Em setembro de 2025, ele havia protocolado dois pedidos de impeachment contra Wanderlei Barbosa na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), além de uma representação no Ministério Público do Estado (MPTO) pedindo a abertura de inquérito civil e o ajuizamento de Ação Civil Pública por improbidade administrativa.
À época, o vereador defendia a cassação do mandato do governador, o ressarcimento ao erário e a suspensão dos direitos políticos, com base em investigações da Operação Fames-19, da Polícia Federal, que apura supostos crimes em contratos emergenciais firmados durante a pandemia da Covid-19.
