Neste 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, o Tocantins reúne mais de 20 mil pessoas que se autodeclaram indígenas, de acordo com o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população está distribuída em diferentes regiões do estado, com maior concentração nos municípios de Tocantínia (4.086), Goiatins (2.650), Tocantinópolis (2.352), Lagoa da Confusão (2.340) e Formoso do Araguaia (1.633).

No território tocantinense, entre os povos presentes estão Javaé, Awa Canoeiro, Tuxá, Krahô-Kanela, Karajá, Krahô, Xambioá, Kanela, Xerente, Apinajé, Fulni-ô, Pankararu, Guarani, Karajá da Ilha e Warao. Parte dessas comunidades está concentrada em áreas tradicionais, como a Ilha do Bananal, onde vivem povos como os Iny (Javaé e Karajá), com forte relação com os rios e a vida aquática.

Os Xerente, que se autodenominam Akwê e pertencem ao tronco linguístico Macro-Jê, vivem principalmente em Tocantínia, em aldeias localizadas às margens do rio Tocantins. Já os Krahô estão presentes em municípios como Goiatins e Itacajá, sendo conhecidos por práticas como as corridas de tora e a organização das aldeias em formato circular. Os Xambioá, por sua vez, habitam a região de Santa Fé do Araguaia e compartilham aspectos culturais e linguísticos com os Karajá e Javaé.

Na Ilha do Bananal, rituais tradicionais seguem sendo realizados como forma de transmissão cultural entre gerações. Entre eles estão o Hetohoky e o Herèràwo, ritos de passagem do povo Iny (Karajá), que marcam a transição de meninos para a vida adulta. As celebrações reúnem comunidades inteiras, com danças, cantos e pinturas corporais, especialmente nas aldeias Macaúba e Fontoura.