Conclusão de inquérito aponta indícios de direcionamento de parceria e possível desvio de recursos nas UPAs de Palmas
20 junho 2026 às 15h56

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A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito da Operação Falsa Emergência, investigação conduzida pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) para apurar supostas irregularidades na celebração de uma parceria voltada à gestão dos serviços públicos de saúde nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. Ao término das investigações, dez pessoas foram indiciadas por diferentes crimes, conforme a participação atribuída a cada uma.
A investigação foi instaurada após requisição do Ministério Público do Estado do Tocantins. Durante a apuração, a Polícia Civil realizou análises de documentos, diligências de campo, monitoramentos, oitivas de testemunhas e investigados, além de exames de informações financeiras e patrimoniais.
Segundo o inquérito, foram identificados indícios de direcionamento da parceria, com supressão de etapas previstas em lei, elaboração de documentos e manifestações administrativas incompatíveis com a cronologia dos fatos, utilização de mecanismos para conferir aparência de regularidade ao procedimento e possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos.
As investigações também apontaram indícios de atuação coordenada entre agentes públicos e particulares para viabilizar a formalização da parceria. Além disso, foram reunidos elementos relacionados à suposta obtenção de vantagens indevidas, ocultação de patrimônio e adoção de medidas destinadas a dificultar o esclarecimento dos fatos.
Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil indiciou dez pessoas pelos crimes de peculato-desvio, peculato culposo, corrupção passiva majorada, corrupção ativa majorada, associação criminosa, lavagem de capitais, favorecimento pessoal e falso testemunho, conforme a conduta individual atribuída a cada investigado.
De acordo com a Polícia Civil, três dos investigados permanecem presos preventivamente, sendo ex-secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, o ex-superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, e empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva foi presa no dia 15 de junho, e apontada como uma das principais operadoras do suposto esquema investigado e teria atuado na articulação de interesses relacionados à contratação que está sob apuração. Conforme o inquérito, eles teriam tentado interferir no andamento das investigações, motivo pelo qual as prisões foram mantidas para resguardar o regular prosseguimento da persecução criminal.
Com a conclusão do procedimento policial, os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado do Tocantins, que irão analisar o caso e adotar as providências cabíveis.
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