Concurso da Polícia Civil: Secretário diz que certame “ficou parado” na gestão interina e prevê lançamento do edital ainda este ano
22 janeiro 2026 às 20h40

COMPARTILHAR
Nesta quinta-feira, 22, durante a inauguração do novo complexo de delegacias na região sul de Palmas, o secretário de Segurança Pública do Tocantins, Bruno Azevedo, e o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) voltaram a tratar publicamente do concurso da Polícia Civil, em um contexto marcado por déficit de efetivo, ampliação da estrutura física e pela retomada de agendas administrativas após mudanças internas na condução do governo.
Ao comentar o funcionamento do novo complexo, Bruno Azevedo afirmou que a unidade deve concentrar cerca de 46 servidores e que a proposta é unificar serviços e equipes, elevando a eficiência do trabalho policial e reduzindo a sobrecarga em outros pontos da Capital.
No entanto, ao ser questionado sobre o efetivo e a necessidade de reforço, o secretário colocou o concurso da Polícia Civil como a principal medida para enfrentar a carência de profissionais e contextualizou o atraso no andamento do certame.
Segundo ele, o concurso “ficou parado na gestão interina” e “agora voltou novamente”, sinalizando que o processo só voltou a avançar depois da reorganização administrativa que incluiu sua exoneração e recondução ao cargo, movimento que ocorreu no período de transição envolvendo a condução temporária de Laurez Moreira (PSD) e o retorno de Wanderlei Barbosa ao comando do Executivo.
Bruno disse ainda que, nas próximas semanas, o concurso deve ser avaliado pelo grupo gestor, etapa que precede a retomada das fases internas do processo: “Eu acredito que, se tudo der certo, esse ano ainda a gente consegue lançar o edital.”, afirmou ao Jornal Opção Tocantins.
Já o governador Wanderlei Barbosa confirmou que o concurso está no radar do Executivo e declarou que realizar a seleção é “desejo” do governo. Wanderlei também associou o concurso da Polícia Civil a uma linha de ações que, segundo ele, já foi aplicada em outras forças, citando concursos realizados para a Polícia Militar e para o Corpo de Bombeiros, e reforçando que o Estado quer repetir o mesmo caminho na Polícia Civil por causa da carência de contingente.
Além de reconhecer a falta de efetivo como um problema a ser resolvido, o governador sustentou que os indicadores de segurança melhoraram, com redução de crimes e resultados em diversas áreas. Nesse ponto, ele fez uma defesa do modelo operacional atual: mesmo com menos gente, o Estado estaria conseguindo avançar por meio de trabalho qualificado.
