Decisão do TCE sobre UPAs acirra disputa na Câmara de Palmas entre oposição e base de Eduardo
23 junho 2026 às 13h26

COMPARTILHAR
A decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE/TO) que determinou a suspensão do contrato entre a Prefeitura de Palmas e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para gestão das UPAs Norte e Sul repercutiu na sessão da Câmara Municipal desta terça-feira, 23. O tema dominou os pronunciamentos dos vereadores e produziu um confronto entre o vereador Vinícius Pires (Republicanos), autor de representações sobre o caso, e parlamentares alinhados ao prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos).
Ao comentar a decisão do tribunal, Vinícius afirmou que a medida confirma questionamentos que vinha fazendo desde o anúncio sobre a contratação. “É incrível: quando você fala a verdade, cria a sanha de pessoas que querem defender a mentira. Essa decisão do Tribunal de Contas hoje só referenda aquilo que eu venho falando”, declarou o parlamentar, que também citou as investigações da Operação Falsa Emergência, criticou a condução da política de saúde da prefeitura e afirmou que pretende ampliar a fiscalização sobre outros contratos da administração municipal.
As declarações foram respondidas por vereadores da base. Carlos Amastha (Podemos), ex-prefeito da capital, evitou abordar diretamente o conteúdo da decisão do TCE e utilizou a tribuna para destacar obras e projetos anunciados pela gestão municipal. “A cidade vai para frente. Isso é indiscutível. Não estamos falando de projetos. Estamos falando de licitações que vão estar na rua até o final desse mês”, afirmou ao citar intervenções viárias, drenagem, pavimentação e a futura ligação entre a região sul e o Bertaville.
Já Miguel Barros (MDB) direcionou sua fala aos efeitos da decisão sobre o atendimento à população. “A minha preocupação é com o cidadão que usa, que depende”, afirmou o vereador, ao defender que as discussões em torno do contrato não resultem em prejuízos para os usuários das unidades de saúde durante o período de 60 dias de transição determinado pelo tribunal.
Eudes Assis (PSDB), por sua vez, saiu em defesa do prefeito e afirmou que a apuração ainda está em andamento. “Eu vou defender o próximo processo legal”, declarou o parlamentar, argumentando que a administração municipal tem direito à ampla defesa e contestando a tentativa de atribuir responsabilidade direta a Eduardo Siqueira Campos antes da conclusão dos procedimentos em curso. Durante o pronunciamento, também questionou Vinícius sobre sua relação profissional com Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada pela Polícia Civil como personagem central das investigações sobre a contratação da Santa Casa de Itatiba.
