Defesa diz que suspeito de matar vigilante se apresentaria à polícia nesta semana e nega fuga
24 março 2026 às 10h35

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Com colaboração de Júlia Carvalho
A prisão de Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, suspeito de matar o vigilante Dhemis Augusto Santos, de 38 anos, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira, 24, após manifestação da defesa. O investigado foi detido nesta segunda-feira, 23, em Palmas, após cerca de quatro meses de buscas. Ele passa por audiência de custódia nesta terça-feira, 24.
O crime ocorreu no dia 29 de novembro de 2025, no estacionamento de um shopping da capital. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi baleada após uma discussão iniciada por conta de estacionamento irregular. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do disparo.
Ao Jornal Opção Tocantins, o advogado Paulo Roberto da Silva afirmou que a defesa ainda não teve acesso integral ao processo e contestou pontos da investigação. “A polícia só esqueceu de dizer que no local existem 10 câmeras”, declarou.
Sobre a saída de Waldecir de Palmas após o crime, o advogado negou que tenha havido fuga. Segundo ele, o cliente deixou a cidade devido a ameaças sofridas nas redes sociais. “O motivo que deixou a cidade são as ameaças estampadas nas redes sociais. Basta fazer uma simples busca e constatará o que estou a dizer”, afirmou.
A defesa também sustenta que o investigado não pretendia permanecer foragido. “O acusado nunca quis ficar foragido, iria se apresentar na terça-feira e foi preso na segunda-feira dentro de sua casa. Se tivesse a intenção de fugir, não teria voltado ao seu lar”, disse o advogado.
A Polícia Civil nega essa versão ao considerar que ele tentou usar o filho de “escudo humano” no momento da detenção. Além disso, a vinda dele para Palmas teria sido motivada por um aniversário desse filho que ocorreria na quinta-feira, conforme disse a corporação, que acrescetou que a informação foi confirmada inclusive pelo próprio Waldecir.
Paulo Roberto da Silva acrescentou que, assim que tiver acesso completo aos autos, pretende apresentar a versão da defesa. “Assim que disponibilizarem a integralidade da acusação, a defesa mostrará a verdadeira face do processo”, declarou.
Até o momento, a defesa não detalhou a versão de Waldecir para o crime nem informou se ele admite ou nega os disparos. Também não foram especificadas as medidas que serão adotadas nos próximos dias, como eventual pedido de liberdade ou habeas corpus.
A Polícia Civil sustenta que o suspeito permaneceu foragido durante o período e contou com apoio logístico para mudar de localização, inclusive fora do Tocantins. O inquérito está em fase final e deve ser encaminhado ao Poder Judiciário.
