Na manhã desta sexta-feira, 22, a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi transferida para uma unidade prisional no interior paulista.

Detida na quinta-feira, 21, durante a Operação Policial Vérnix, ela estava custodiada na Penitenciária Feminina de Santana, localizada na zona norte de São Paulo, de onde saiu por volta das 5h. Conforme informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), a entrada ocorreu por volta do meio-dia na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, situada a cerca de 667 km da capital. A unidade tem capacidade para 714 detentas, mas atualmente abriga 873 presas.

A influenciadora foi presa ontem no contexto da Operação Vérnix, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro atribuídas à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O chefe da facção, Marco Herbas Camacho, que cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, também é alvo da investigação.

A prisão de Deolane Bezerra ocorreu em sua residência, uma mansão localizada em Alphaville, bairro conhecido por condomínios de alto padrão em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.

De acordo com as apurações, a influenciadora recebia valores oriundos de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau, e seria responsável por movimentações financeiras apontadas como parte de um esquema de lavagem de dinheiro da organização criminosa.

Esta é a segunda vez que a influenciadora é detida. Em setembro de 2024, ela havia sido presa no âmbito de desdobramentos da Operação Integration, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

Procurada pela Agência Brasil, a defesa da influenciadora ainda não se pronunciou sobre a transferência. Em nota divulgada anteriormente, os advogados afirmaram que sua cliente é inocente.

“Por hora e com o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá operando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário”, escreveram.