A proposta de Vicentinho Júnior (PSDB) para que a Secretaria da Saúde tenha uma atuação diretamente concentrada no Hospital Geral de Palmas (HGP) foi classificada por Professora Dorinha (União Brasil) como um “erro de compreensão” sobre o papel da pasta. O embate ocorreu durante o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Tocantins, nesta terça-feira, 18.

Vicentinho havia criticado a situação da saúde estadual e prometido colocar a área como prioridade de seu governo. Entre as propostas apresentadas pelo candidato estavam a reforma e ampliação do HGP, a construção de hospitais regionais em Taguatinga, Luzinópolis e Divinópolis e a contratação da rede privada para realizar mutirões de cirurgias no período noturno.

Na resposta, Dorinha defendeu uma estrutura de gestão que não fique restrita ao principal hospital público de Palmas. Para ela, a Secretaria da Saúde precisa atuar sobre toda a rede estadual, articulando diferentes níveis de atendimento e estabelecendo parceria com municípios e governo federal.

“Levar a Secretaria da Saúde para o HGP mostra um erro de compreensão”, afirmou.

A candidata também defendeu a integração entre atenção básica, média e alta complexidade e citou a necessidade de articulação com os municípios para melhorar o atendimento. Segundo Dorinha, o cidadão não deve ter de distinguir se determinado serviço é de responsabilidade estadual ou municipal para conseguir atendimento.

O confronto começou quando Vicentinho questionou as propostas da adversária para a saúde. Ele afirmou ter identificado diversas referências a ampliação e mudanças no plano de governo de Dorinha e cobrou medidas concretas para enfrentar os problemas do setor.

Dorinha respondeu citando obras em andamento nos hospitais de Araguaína e Gurupi, além da maternidade e do hospital infantil em Palmas. Ela afirmou que pretende acelerar a conclusão das unidades e ampliar investimentos, convênios para cirurgias e exames.

Vicentinho, na réplica, associou Dorinha à continuidade da atual gestão e criticou o tempo de execução das obras. “Dos 13 anos, em oito anos do seu governo, que a senhora quer ser continuidade, não terminou. Mas nós vamos terminar”, declarou.

Na sequência, o candidato citou problemas estruturais no HGP e defendeu que a saúde seja tratada diretamente pelo governo.

Dorinha, porém, deslocou o foco do debate: em vez de discutir apenas a estrutura física do HGP, questionou a concepção de gestão apresentada pelo adversário. Para ela, concentrar a Secretaria da Saúde em uma unidade hospitalar não resolve os problemas da rede e pode comprometer justamente a função de coordenação que cabe à pasta.

A candidata também citou telemedicina, ampliação de consultas e especialidades como parte de sua proposta para o setor, além de investimentos na formação e qualificação dos profissionais.