Com a alta umidade e aumento das chuvas, Tocantins registrou mais casos de dengue no início de 2026 do que no ano passado inteiro, sendo a UF mais afetada da região norte do Brasil. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, até esta quinta-feira, 12, o Estado já registrou 3.349 casos prováveis, enquanto em 2025 foram 3.308 casos prováveis no ano inteiro.

Em menos de dois meses, o número de casos prováveis aumentou 1,24% em comparação ao ano inteiro de 2025, com 6 óbitos em investigação. Em Palmas, há 286 casos do mosquito aedes aegypti prováveis sob observação, já marcando 91 casos a mais que ano passado, aumento de 46,67%.

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. Segundo o Ministério, a maioria dos enfermos se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde. Portanto, é necessário realizar atos de prevenção regulares, além de manter observação nos sintomas de casos prováveis.

O Ministério ainda aponta que todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações: dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos; deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno. 

Segundo a professora do curso de Enfermagem da Unopar Palmas, Gabriela Nunes Lucca, é preciso atentar-se com as reações da doença, que podem ser confundidas com outras. “A dengue, cujos sintomas incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, erupções cutâneas e fadiga, pode ser facilmente confundida com outras doenças. Por isso, a prevenção e o conhecimento sobre a doença são tão importantes. Ao apresentar esses sintomas, procure imediatamente um médico para diagnóstico e tratamento adequados”, disse.  

Sintomas e cuidados

Os principais sintomas da dengue podem variar de leves a graves. De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas mais comuns são:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça e/ou atrás dos olhos;
  • Dor nas articulações;
  • Manchas vermelhas na pele;
  • Moleza

Já os sintomas de alerta grave são:

  • Dor na barriga intensa;
  • Vômitos frequentes;
  • Tontura ou sensação de desmaio;
  • Sangramento no nariz, gengivas e fezes
  • Dificuldade de respirar
  • Cansaço e/ou irritabilidade

No caso de contaminação, após o período febril deve-se ficar atento. Com o declínio da febre (entre 3° e o 7° dia do início da doença), sinais de alarme podem estar presentes e marcar o início da piora no indivíduo. Esses sinais indicam o extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos e/ou hemorragias.

 Prevenção

Em períodos fora da sazonalidade da doença, algumas ações preventivas devem ser adotadas. Nesse sentido, além das ações realizada pelos agentes de saúde, o Ministério recomenda os seguintes cuidados:

  • Uso de telas nas janelas e repelentes em áreas de reconhecida transmissão;
  • Remoção de recipientes nos domicílios que possam se transformar em criadouros de mosquitos;
  • Vedação dos reservatórios e caixas de água;
  • Desobstrução de calhas, lajes e ralos;
  • Participação na fiscalização das ações de prevenção e controle da dengue executadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).