Em operação conjunta com a Interpol, PF prende em Dubai hacker investigado no caso Banco Master
17 maio 2026 às 09h05

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Victor Lima Sedlmaier, investigado na Operação Compliance Zero, foi preso neste sábado, 16, após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A prisão foi realizada pela Polícia Federal (PF), que apura um esquema financeiro envolvendo o Banco Master e o ex-dono da instituição, Daniel Vorcaro.
Segundo a PF, Sedlmaier era considerado foragido da Justiça em razão de um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi localizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, durante uma ação conjunta entre a PF, a Interpol e a polícia local.
Em nota, a PF informou que acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos, onde o investigado tentava entrar.
“A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil”, disse a PF em nota.
Investigado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Seldmaier foi preso após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Deflagrada na quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero também resultou na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. De acordo com a PF, ele exercia papel central no gerenciamento do grupo chamado A Turma, apontado pelos investigadores como uma milícia pessoal ligada ao ex-banqueiro.
Ainda conforme relatório enviado pela PF ao STF, os principais alvos da nova etapa da operação foram os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo as investigações, os integrantes atuavam em ações de monitoramento e intimidação contra desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.
No caso de Seldmaier, a PF aponta que ele integraria o grupo Os Meninos, descrito como especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal em benefício de Daniel Vorcaro.
“Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão.
A PF informou que a existência da chamada milícia pessoal foi identificada a partir de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro.
Segundo os investigadores, as evidências relacionadas às atividades do grupo aumentaram no decorrer das apurações, incluindo conversas encontradas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Ele foi preso em 4 de março, durante a 3ª fase da Operação Compliance Zero, em Belo Horizonte. Por decisão judicial, o policial aposentado foi transferido do sistema prisional de Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima, em razão de seu suposto protagonismo e influência sobre o grupo A Turma.
