Ex-colega de trabalho é identificada como suspeita de criar perfil falso para difamar mulher em Paraíso do Tocantins
09 janeiro 2026 às 15h03

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Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Tocantins resultou na identificação da autora de um perfil falso criado em rede social para difamar e injuriar uma mulher de 37 anos, em Paraíso do Tocantins. O trabalho foi realizado pela 63ª Delegacia de Polícia do município e teve conclusão após apuração iniciada no fim de novembro.
O caso teve início quando clientes do estabelecimento onde a vítima trabalha passaram a receber mensagens de um perfil desconhecido, contendo imputações de qualidades negativas e fatos que atingiam a reputação da mulher no ambiente profissional. As mensagens eram direcionadas a pessoas do convívio de trabalho da vítima.
Ao tomar conhecimento da situação, a mulher procurou a delegacia e registrou boletim de ocorrência. Durante o andamento das investigações, a Polícia Civil identificou que o perfil havia sido criado por uma mulher de 32 anos, ex-colega de trabalho da vítima. Para praticar os crimes, a investigada utilizou dados pessoais de terceiros na criação da conta, com o objetivo de ocultar a própria identidade e dificultar a responsabilização.
Localizada pelos investigadores e ouvida em depoimento, a autora confessou a criação do perfil falso. Ela relatou acreditar que teria sido prejudicada pela vítima no ambiente profissional, o que, segundo seu relato, motivou a conduta.
O delegado responsável pelo caso, José Lucas Melo, titular da 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins, destacou que ainda são frequentes tentativas de uso do ambiente virtual para a prática de crimes. “Infelizmente, as pessoas ainda acreditam que o ambiente virtual é uma terra sem lei e que podem se ocultar de suas responsabilidades, mas esta ação da Polícia Civil deixa claro que crimes cometidos na internet têm consequências no mundo real”, afirmou.
Com a conclusão do procedimento policial, a investigada responderá pelos crimes de injúria, difamação e falsa identidade. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que darão prosseguimento às providências cabíveis.
