Sete das 18 unidades da rede municipal de ensino de Paraíso do Tocantins suspenderam ou reduziram as aulas nesta semana devido à crise no abastecimento de água. A informação foi divulgada pela Prefeitura, que afirmou ter acordado com a BRK a prioridade no atendimento às escolas e unidades de saúde por caminhões-pipa para evitar novas interrupções das atividades.

Segundo o Município, as cobranças à concessionária começaram em setembro, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A gestão informou que acompanha as ações emergenciais e disponibilizou dois poços próprios para reforçar o fornecimento.

O poço do Setor Santaninha já está conectado à rede e tem vazão aproximada de 3 mil litros por hora. O do Jardim Paulista, com capacidade estimada de 9 mil litros por hora, tem previsão de ligação nesta quarta-feira, 14. Com a entrada dessa estrutura em operação, a vazão conjunta dos dois poços municipais e dos cinco adicionais da BRK poderá alcançar 74 mil litros por hora, conforme os dados apresentados pela Prefeitura.

Entre as medidas da concessionária, o Município também citou a implantação de uma captação no Córrego Cachorra, o transporte de água por caminhões-pipa e a interligação de sistemas para melhorar a distribuição em diferentes setores.

Procon cobra regularização

A manifestação municipal ocorre após o Procon Tocantins notificar a BRK nesta terça-feira, 13, por reclamações de falta de água e baixa pressão em 19 bairros e setores. O órgão concedeu 48 horas para a empresa explicar as falhas e apresentar um plano com previsão de normalização.

Moradores relatam problemas desde, 6 de outubro, incluindo dificuldade para encher as caixas d’água após o retorno do serviço. A BRK atribui a situação à estiagem prolongada na bacia do Rio Coco e informa que adotou interrupções programadas desde domingo, 11, com abastecimento em horários alternados.

A concessionária não apresentou, no comunicado aos moradores, uma data para a retomada integral do fornecimento.

A Prefeitura informou que monitorará diariamente as condições de funcionamento dos serviços públicos e continuará cobrando soluções. Na nota, a gestão destacou que a prestação do abastecimento cabe à BRK e que a fiscalização compete à Agência Tocantinense de Regulação (ATR).