Flávio Bolsonaro afirma que PF exigiu entrega de passaportes por ordem de Moraes
26 outubro 2026 às 17h19

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira, 26, que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar disse que cumprirá a determinação, mas contestou sua justificativa e declarou que nunca pretendeu sair do país.
Segundo o relato, a abordagem ocorreu pela manhã, quando ele deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar no condomínio Solar de Brasília, no Distrito Federal. Agentes da PF estariam na entrada do imóvel e teriam comunicado a medida enquanto o senador estava na rua.
Flávio atribuiu a restrição a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o parlamentar, a ordem teria como fundamento uma declaração do irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, sobre uma eventual saída do país em caso de derrota na eleição presidencial.
Na sexta-feira, 23, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o Brasil caso não vencesse a disputa, sob o argumento de que o irmão estaria sujeito a investigações quando encerrasse o mandato no Senado e perdesse a imunidade parlamentar.
Ao comentar a declaração, Flávio negou ter manifestado a mesma intenção e questionou seu uso como justificativa para a retenção dos documentos.
“Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?”, afirmou.
O senador também associou a medida ao resultado da eleição presidencial. Segundo ele, a decisão teria sido tomada na noite de domingo, 25, quando foi anunciado o desfecho da disputa, e representaria uma tentativa de intimidação política.
Apesar das críticas, Flávio afirmou que entregará os documentos e buscará contestar a determinação. “Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, declarou.
