Igreja Presbiteriana desaconselha participação nos Legendários após consulta de membros do Tocantins
30 julho 2026 às 09h01

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A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) aprovou uma orientação para que fiéis, diáconos, presbíteros e pastores não participem nem apoiem o movimento cristão Legendários. A decisão, tomada durante o 41º Supremo Concílio da denominação, realizado em Manaus, teve origem em uma consulta feita por membros da igreja no Tocantins, que solicitaram um posicionamento diante da expansão do grupo entre comunidades presbiterianas no estado.
O parecer foi aprovado na terça-feira, 28, e concluiu que práticas adotadas pelo Legendários são incompatíveis com a tradição reformada da IPB. Entre os pontos citados estão a metodologia das imersões masculinas, desafios físicos e emocionais, o sigilo sobre parte das atividades e o uso de elementos considerados pragmáticos e experienciais pela comissão teológica da igreja.
Segundo o documento, essas características podem deslocar o papel central das Escrituras e da vida comunitária na formação espiritual dos participantes, além de favorecer divisões nas igrejas locais.
A discussão ganhou força após o crescimento do movimento em diversas regiões do país, incluindo o Tocantins, onde membros da denominação pediram uma manifestação oficial sobre a participação de presbiterianos nas atividades.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, 29, o Legendários informou que recebeu a decisão “com serenidade e respeito”. O movimento afirmou que a resolução da IPB não representa uma proibição, mas uma orientação interna da denominação para que cada igreja local conduza a questão conforme seu entendimento.
Fundado na Guatemala em 2015 e presente no Brasil desde 2017, o Legendários promove experiências voltadas exclusivamente ao público masculino, com foco em liderança, fortalecimento da família e desenvolvimento pessoal. A organização afirma reunir mais de 220 mil participantes em 24 países e diz manter projetos sociais e comunitários.
Além da deliberação sobre os Legendários, o Supremo Concílio também elegeu o reverendo Juarez Marcondes Filho como presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil para os próximos quatro anos. A assembleia discutiu ainda temas relacionados à doutrina, ao papel da igreja diante de novos movimentos cristãos e outros assuntos administrativos da denominação.
