Indicação de Valdemar Júnior à Educação contempla MDB de Amélio e Alexandre após acordo pela presidência da Assembleia
04 novembro 2026 às 11h31

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A escolha do deputado estadual Valdemar Júnior (MDB) para a Secretaria de Estado da Educação atende a uma das principais forças políticas que sustentaram a eleição de Vicentinho Júnior (PSDB) ao governo do Tocantins. A indicação, anunciada nesta terça-feira, 3, contempla o MDB do vice-governador eleito, Amélio Cayres, e do senador eleito Alexandre Guimarães, presidente estadual da legenda, além de acomodar uma disputa interna da futura base governista pela presidência da Assembleia Legislativa.
Valdemar era o candidato natural do MDB à sucessão no comando do Legislativo e chegou a discutir a candidatura com o apoio de Alexandre Guimarães. O cenário mudou com a construção do nome de Moisemar Marinho (PL), escolhido por Vicentinho para disputar a presidência da Casa. Diante da nova composição, o governador eleito, Amélio e Alexandre conversaram com Valdemar, que concordou em acompanhar a decisão do grupo. A saída evitou uma disputa entre aliados pela direção da Assembleia e preservou a participação do MDB na composição política do próximo governo.
A indicação também assegura ao MDB o comando de uma das secretarias de maior peso orçamentário e administrativo do Estado. A Educação concentra recursos bilionários, uma extensa rede de escolas e milhares de servidores. Para Amélio e Alexandre, que tiveram participação direta na formação da chapa vencedora, a escolha representa espaço relevante na futura administração. Para Vicentinho, permite contemplar um partido aliado sem alterar o acordo construído em torno de Moisemar para a presidência da Assembleia.
O entendimento ainda produz outro efeito na composição do Legislativo. Reeleito para o quarto mandato consecutivo, Valdemar deverá se licenciar para assumir a secretaria, o que abre caminho para o retorno de Olyntho Neto (MDB), primeiro suplente da legenda, que não conseguiu a reeleição em outubro. Assim, o MDB mantém sua representação na Assembleia e passa a comandar a Educação, enquanto Moisemar, que declarou ter 18 votos, segue como candidato do grupo governista à presidência da Casa. A composição distribui espaços entre aliados que participaram da vitória de Vicentinho e reduz a possibilidade de uma disputa interna no início do mandato.
