Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Tocantins resultou na prisão, na tarde desta terça-feira, 10, de um homem identificado pelas iniciais M.D.F.S., no município de Sítio Novo do Tocantins. Ele é investigado por suspeita de violência sexual contra a própria filha e por ameaçar de morte outro filho adolescente com o objetivo de impedir que os fatos fossem denunciados. A ação foi realizada pela 15ª Delegacia de Polícia Civil do município, em cumprimento a ordem judicial.

A prisão ocorreu na residência do suspeito. Durante o cumprimento da ordem, ele apresentou resistência e precisou ser algemado. O inquérito policial foi instaurado após comunicação do Conselho Tutelar de Sítio Novo do Tocantins, que recebeu relato de que o adolescente teria presenciado o pai constrangendo a irmã.

As apurações indicam que as duas vítimas viviam sob os cuidados do investigado, já que a mãe reside em outra localidade. Conforme as investigações, ao perceber que o filho havia testemunhado os fatos, o suspeito passou a intimidá-lo por meio de ameaças de agressões físicas e de morte, com a intenção de silenciá-lo.

Diante do medo, o adolescente chegou a pedir ajuda à mãe para deixar a residência. Durante as diligências preliminares, o Conselho Tutelar também identificou indícios de isolamento das vítimas, como mudanças frequentes de endereço e a ausência dos menores na rede regular de ensino, situações que dificultavam o acompanhamento institucional.

Em escuta especializada e atendimentos técnicos, foram colhidos relatos que indicam a recorrência das violências, o que evidenciou risco à integridade física e psicológica dos menores. Com base nos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela prisão cautelar do suspeito, medida adotada para garantir a segurança das vítimas, preservar provas e assegurar a continuidade das investigações.

Após a detenção, o investigado foi encaminhado à unidade policial, submetido a exame de corpo de delito e permanece à disposição do Poder Judiciário. O delegado responsável pelo caso, Teofábio Alves Siqueira, comentou a decisão judicial. “Trata-se de um caso de extrema violência cometido por quem, em tese, deveria proteger esses menores de idade. Apenas com o afastamento entre o agressor e as vítimas é que será possível concluir esta investigação e garantir a segurança dos dois adolescentes”, informou.

O delegado ressaltou ainda que a ação contou com a atuação conjunta da Polícia Civil, do Conselho Tutelar, do Centro de Referência em Assistência Social do município e de professores, que contribuíram com a apuração. A Polícia Civil informou que crimes contra crianças e adolescentes são tratados com prioridade absoluta e orientou que denúncias podem ser feitas diretamente nas Delegacias de Polícia, ao Conselho Tutelar ou por meio do Disque 100.