Janeiro de 2026 deve ter chuvas irregulares e temperaturas acima da média no Tocantins, aponta Inmet
05 janeiro 2026 às 16h43

COMPARTILHAR
O mês de janeiro de 2026 será marcado por irregularidade na distribuição das chuvas em todo o Brasil, segundo a previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Tocantins, o cenário indica acumulados próximos ou abaixo da média histórica, especialmente na região centro-sul do estado, além de temperaturas acima da climatologia do período.
De acordo com o Inmet, o padrão nacional prevê chuvas acima da média na Região Norte, no oeste do Centro-Oeste e em áreas que se estendem até a Região Sul. Em contrapartida, são esperados volumes abaixo da média no centro-sul do Nordeste, no centro-norte do Sudeste e na porção leste do Centro-Oeste. O Tocantins está inserido nesse contexto de irregularidade, com tendência a registros inferiores à média climatológica em parte do território.
Na Região Norte, os maiores volumes de chuva, podendo chegar a até 50 milímetros acima da média histórica, estão previstos para grande parte do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e para áreas do sul e do centro-norte do Pará. Já no Tocantins, assim como no sul de Roraima, o prognóstico indica chuvas próximas ou abaixo da média, com possibilidade dos menores acumulados da região.
Para o Nordeste, a previsão aponta chuvas abaixo da média histórica de janeiro em praticamente toda a Bahia, no centro-sul do Piauí, na região central do Maranhão e no oeste de Pernambuco. Em áreas pontuais da Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí e Maranhão, há indicação de volumes acima da média.
No Centro-Oeste, os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem registrar chuvas acima da média em quase todo o território, além de áreas do nordeste e sudoeste de Goiás. Nas demais áreas da região, incluindo parte de Goiás, a previsão é de acumulados próximos ou abaixo da média climatológica.
Na Região Sudeste, os volumes de chuva tendem a ficar acima da média em praticamente todo o estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Por outro lado, são previstas chuvas abaixo da média no sul do Espírito Santo, no centro-norte do Rio de Janeiro e em grande parte de Minas Gerais. Nas demais áreas, os acumulados devem permanecer próximos da média.
Para a Região Sul, a previsão indica chuvas de até 50 milímetros acima da média histórica de janeiro na maior parte dos estados. Exceções são observadas no centro-oeste de Santa Catarina, onde os volumes tendem a ficar próximos da média, e no sul do Rio Grande do Sul, com previsão de chuva abaixo do padrão climatológico.
Temperaturas
A previsão de temperatura aponta valores acima da média em quase todo o país. Na Região Norte, as temperaturas médias devem ficar até 0,6 °C acima da climatologia em grande parte do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima, com médias entre 26 °C e 28 °C ao longo de janeiro. No Tocantins, o aquecimento previsto é mais intenso, com temperaturas podendo ficar até 1 °C acima da média histórica do mês.
No Nordeste, todos os estados devem registrar temperaturas acima da média, com destaque para Bahia, Piauí e sul do Maranhão. No sul do Piauí, o aumento médio pode superar 1 °C. Nas demais áreas, as temperaturas tendem a permanecer dentro da média.
No Centro-Oeste, a previsão indica temperaturas acima da climatologia em grande parte da região, principalmente no centro-leste de Goiás, no Distrito Federal, no centro-oeste de Mato Grosso do Sul e no noroeste de Mato Grosso, onde os valores médios podem alcançar até 1 °C acima da média de janeiro.
Para o Sudeste, é esperado aumento da temperatura média em grande parte de Minas Gerais, com maior elevação no noroeste do estado, além das porções oeste e nordeste de São Paulo. Nas demais áreas da região, a previsão aponta temperaturas próximas à média climatológica.
Na Região Sul, Santa Catarina e o sul do Rio Grande do Sul devem registrar temperaturas próximas da média. Já no restante do Rio Grande do Sul, no norte de Santa Catarina e no centro-leste do Paraná, a previsão indica elevação média de até 0,6 °C.
Possíveis impactos nas culturas agrícolas
Na Região Norte, incluindo o Tocantins, a previsão de chuvas acima da média em estados como Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e em áreas do Pará favorece a reposição da umidade do solo, a semeadura e o desenvolvimento vegetativo das culturas de primeira safra, além da recuperação das pastagens. No entanto, no Tocantins, o aumento das temperaturas pode intensificar a evapotranspiração, especialmente nas áreas com previsão de chuvas abaixo da média, como o centro-sul do estado, o que exige atenção ao manejo hídrico.
No Nordeste, a irregularidade das chuvas impõe desafios à agricultura. Em áreas com chuva abaixo da média, como Bahia, centro-sul do Piauí, centro do Maranhão e oeste de Pernambuco, o déficit hídrico associado às temperaturas mais elevadas pode comprometer a semeadura e o desenvolvimento de lavouras de sequeiro, como milho e feijão. Já nas áreas com volumes acima da média, especialmente na faixa litorânea e em estados como Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, as condições tendem a ser mais favoráveis ao desenvolvimento das culturas e da fruticultura irrigada.
No Centro-Oeste, os volumes de chuva acima da média previstos para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, combinados com temperaturas elevadas, favorecem os cultivos de primeira safra em fases de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. Em Goiás, onde há previsão de chuvas abaixo da média, podem ocorrer períodos de restrição hídrica, com reflexos nas lavouras em fases sensíveis do ciclo.
Na Região Sudeste, os volumes acima da média em São Paulo contribuem para a reposição da umidade do solo, beneficiando culturas como grãos, cana-de-açúcar e café. Em Minas Gerais, Espírito Santo e no centro-norte do Rio de Janeiro, a previsão de chuva abaixo da média, associada a temperaturas mais altas, pode limitar a disponibilidade hídrica do solo, especialmente em áreas mais dependentes das chuvas.
Na Região Sul, os acumulados acima da média na maior parte do território, aliados a temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média, favorecem as culturas de verão em fase inicial e a recuperação das pastagens. No sul do Rio Grande do Sul, a previsão de menores volumes de chuva, associada à maior incidência de radiação solar, contribui para as operações de campo e para o desenvolvimento da cultura do arroz irrigado.
