A jovem Ingrid Lorane Negreiror, de 22 anos, morreu após ser ferida com golpes de arma branca dentro da própria residência, no Setor Taquari, região sul de Palmas. O crime ocorreu na noite de sábado, 3, por volta das 20h, e é investigado como feminicídio, sendo o primeiro caso registrado no Tocantins em 2026.

Segundo a Polícia Militar do Tocantins (PMTO), as equipes foram acionadas para atender uma ocorrência de ferimento por arma branca e, ao chegarem ao local, encontraram a vítima gravemente ferida no interior do imóvel. O atendimento médico de urgência foi realizado, mas o óbito foi confirmado posteriormente.

Informações preliminares apontam que o principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, um homem de 36 anos. Ele fugiu antes da chegada dos policiais, utilizando uma motocicleta e tomando rumo ignorado. Relatos iniciais colhidos no local indicam que havia consumo de bebida alcoólica na residência antes do crime.

Durante a averiguação, duas crianças, filhos do casal, com idades aproximadas de dois e seis anos, foram encontradas no imóvel. O Conselho Tutelar foi acionado para a adoção das medidas de proteção cabíveis.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Técnica, e o corpo de Ingrid Lorane Negreiror foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML). A ocorrência contou com acompanhamento da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.

O caso ocorre após o Tocantins encerrar o ano de 2025 com 68 registros de feminicídio, conforme dados oficiais, reforçando o alerta sobre a violência contra a mulher no estado.

Prisão do suspeito

Na manhã deste domingo, 4, menos de 24 horas após o crime, o principal suspeito foi localizado e preso pela Polícia Militar do Tocantins. A ação foi realizada por equipes do Batalhão de Choque (BPCHOQUE) e das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM), durante diligências contínuas.

O homem, de 36 anos, foi conduzido à 2ª Central de Atendimento da Polícia Civil (2ª CAPC), onde foi apresentado à autoridade policial para as providências legais cabíveis.

De acordo com a PMTO, a prisão é resultado de trabalho integrado e do emprego de inteligência policial. A corporação informou que segue colaborando com os demais órgãos de segurança pública no enfrentamento à violência contra a mulher.