Justiça mantém prisão de suspeito de sequestro e tentativa de disparo contra ex-companheira em Araguaína
07 fevereiro 2026 às 16h35

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A Vara Especializada no Combate à Violência contra a Mulher de Araguaína decidiu converter em prisão preventiva a prisão em flagrante de um homem investigado por crimes praticados contra a ex-companheira no município. A medida foi adotada após solicitação do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e manifestação do promotor de Justiça Matheus Eurico, que atua na 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína.
Segundo as investigações, o suspeito não teria aceitado o término do relacionamento e, na manhã de 4 de fevereiro, entrou na residência da vítima após contratar um chaveiro para abrir a porta do imóvel. Em posse de uma faca, ele teria obrigado a mulher a acompanhá-lo, colocando-a à força dentro de um veículo.
Ainda conforme os autos, durante o deslocamento pela cidade, a vítima permaneceu sob ameaça constante, sofreu agressões com faca e também foi atingida por golpes com uma arma de fogo. Há registro de que o investigado teria tentado efetuar um disparo contra a mulher, o que não se concretizou devido a uma falha no armamento. De acordo com o relato, ele teria reiterado ameaças de morte ao longo de todo o trajeto.
A ocorrência teve desfecho após a atuação da Polícia Militar, que localizou o veículo, cercou o imóvel para onde a vítima havia sido levada e efetuou a prisão em flagrante. No local, foram apreendidas armas de fogo, munições, uma faca e entorpecentes.
No parecer encaminhado ao Judiciário, o Ministério Público apontou elementos relacionados à gravidade dos fatos, ao risco de repetição das condutas e à necessidade de resguardar a integridade física e psicológica da vítima. O órgão também informou que medidas cautelares diversas da prisão não seriam suficientes diante do histórico de violência e da forma como os crimes teriam sido praticados.
Com a conversão da prisão, o investigado permanece detido de forma preventiva enquanto o caso segue em fase de apuração e tramitação no Judiciário.
O MPTO informou ainda que situações de violência doméstica devem ser comunicadas às autoridades competentes e destacou a importância da atuação conjunta das instituições no atendimento às vítimas e na responsabilização dos envolvidos.
