Levantamento da Prefeitura busca identificar e mapear comunidades tradicionais de matriz africana em Palmas
15 julho 2026 às 09h54

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A Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos de Palmas (Seirdh) deu início à construção do Censo dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana. Como parte desse processo, a pasta promoveu, nesta terça-feira, 14, uma reunião com lideranças religiosas, representantes de comunidades tradicionais e equipe técnica da secretaria.
Realizado na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), o encontro teve como objetivo apresentar a proposta do levantamento e discutir os primeiros encaminhamentos para a definição da metodologia que será adotada. A iniciativa tem como lema “Conhecer para reconhecer. Reconhecer para garantir direitos”.
O censo pretende mapear os povos e comunidades tradicionais de matriz africana presentes em Palmas, reunindo dados que servirão de base para a elaboração de políticas públicas voltadas à proteção, ao reconhecimento e à promoção dos direitos dessas populações.
Durante a reunião, o secretário extraordinário de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joelson Soares, afirmou que o levantamento integra o planejamento da gestão municipal e destacou a importância da participação das comunidades na construção do diagnóstico.
Segundo ele, a proposta é desenvolver o trabalho a partir da escuta das lideranças, de forma que as informações levantadas retratem a realidade vivida pelos povos tradicionais e contribuam para a formulação de ações públicas direcionadas às suas demandas.
Entre os participantes, a expectativa é de que o censo contribua para ampliar a visibilidade das comunidades e fortalecer políticas voltadas ao enfrentamento da intolerância e do racismo religioso.
Para William Vieira, babalorixá do Ilê Odé Oyá, no Jardim Aureny II, o levantamento poderá servir de base para a construção de um plano municipal destinado às comunidades de matriz africana e para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao setor. Pai Marcelo de Oxóssi, dirigente de um terreiro no Jardim Taquari, também avalia que o reconhecimento institucional das comunidades pode fortalecer sua atuação e ampliar sua visibilidade junto ao poder público e à sociedade. Segundo ele, a iniciativa representa uma forma de demonstrar a presença e a importância social das casas de axé e das comunidades que elas atendem.
