Luiz Sinésio Neto: “envelhecer é uma conquista, mas precisamos garantir qualidade de vida nesses anos a mais”
16 agosto 2026 às 08h00

COMPARTILHAR
O Brasil está envelhecendo, e esse processo ocorre em ritmo acelerado. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a população idosa cresceu quase 60% em pouco mais de uma década, transformando a estrutura etária do país e trazendo novos desafios para áreas como saúde, economia, previdência, educação e assistência social.
No Tocantins, esse fenômeno apresenta características próprias. O estado tem mais de 10% da população formada por pessoas com 60 anos ou mais e, segundo pesquisadores, o envelhecimento ocorre de forma rápida, interiorizada e marcada por diferenças regionais e culturais.
Para analisar esse cenário, o Jornal Opção Tocantins conversou com Luiz Sinésio Silva Neto, professor do curso de medicina da Universidade Federal do Tocantins (UFT), doutor em Ciências e Tecnologia em Saúde, pesquisador do envelhecimento humano e coordenador da Universidade da Maturidade (UMA). Segundo ele, o aumento da longevidade deve ser visto como uma conquista social, mas exige planejamento para garantir que as pessoas não apenas vivam mais, mas envelheçam com autonomia, saúde e qualidade de vida.
Na entrevista, o pesquisador fala sobre os desafios do envelhecimento no Tocantins, o combate ao idadismo, a importância da educação ao longo da vida, os impactos da desigualdade social e a necessidade de transformar direitos previstos em lei em ações concretas para a população idosa.
Os dados do IBGE têm mostrado que a população idosa cresceu quase 60% em pouco mais de 10 anos. O que esse avanço revela sobre a transformação da sociedade?
Bom, a gente precisa compreender, e quando falo “a gente”, falo da sociedade brasileira, que o envelhecimento é a maior conquista social do século XXI.
O que isso significa? Significa que a nossa população vem mudando, de forma rápida e dinâmica, a sua configuração etária, com uma maior presença de pessoas idosas convivendo em sociedade. E isso é uma grande conquista social do século XXI.
O envelhecimento costuma ser associado a desafios, mas também representa essa conquista que o senhor mencionou, porque aumenta a expectativa de vida. Como analisar esse cenário de forma equilibrada?
Exatamente. Nós precisamos pautar o tema do envelhecimento humano nas políticas públicas como uma prioridade, a partir do olhar dessa grande conquista social.
Se nós tínhamos uma expectativa de vida, na década de 1930 e 1940, em torno de 40 anos de idade, e chegamos a 2026 com uma expectativa superior a 77 anos de vida no Brasil, isso significa que nós incorporamos mais anos à vida das pessoas. E isso precisa ser celebrado, comemorado.
Mas, nesse sentido, não basta apenas garantir anos de vida a mais. É preciso garantir qualidade de vida nesses anos que foram acrescentados.
O envelhecimento demográfico, quando associado à qualidade de vida, impacta diversas áreas da sociedade, como a economia, estamos vendo isso na questão da previdência, os processos de saúde, tanto no Sistema Único de Saúde quanto no sistema suplementar, além das políticas de esporte, lazer e cultura.
Então, quando falamos que mudamos e reconfiguramos o perfil etário da nossa população, devemos celebrar essa conquista e, ao mesmo tempo, reconhecer o que precisamos fazer para garantir qualidade de vida para essas pessoas.
Na sua opinião, o que é necessário fazer para garantir qualidade de vida para essa parcela da população que tem aumentado?
O primeiro ponto que acredito ser necessário é enfrentar o preconceito. Ainda existe o idadismo, o etarismo, que são atitudes negativas em relação ao próprio processo de envelhecimento humano.
A idade ainda é vista como um problema na nossa sociedade. Envelhecer ainda não é percebido socialmente como algo inerente à vida humana ou como uma fase da vida.
A velhice ainda não é compreendida por uma grande parcela da população como uma etapa em que é possível sonhar, ter qualidade de vida e viver de forma positiva, assim como acontece na infância, adolescência e juventude.
Então, a primeira ação que precisamos fazer é compreender que o envelhecimento é uma conquista, entender que a velhice é uma fase positiva da vida e que podemos viver esse período com qualidade de vida e dignidade.
Nós, da Universidade da Maturidade, acreditamos que uma agenda estratégica para o envelhecimento com qualidade de vida passa pela educação.
A educação é um eixo formador da vida das pessoas em qualquer fase. Entre o nascer e o morrer, nós aprendemos e ensinamos em todos os momentos, em todos os lugares e com todas as pessoas. Esse é o aprendizado ao longo da vida.
Garantir educação também impacta na saúde. A pessoa idosa que tem maior acesso à educação cuida mais da própria saúde, reconhece melhor seus direitos, convive melhor em família, e isso repercute em diversos aspectos da vida.
Uma terceira pauta é garantir saúde. O que estamos vendo é que as pessoas estão vivendo mais, mas isso não significa necessariamente que estejam vivendo mais com capacidade funcional, ou seja, com capacidade de realizar as atividades da vida diária e instrumentais da vida diária.
Por isso, precisamos garantir políticas de saúde que promovam um envelhecimento com capacidade funcional, com prevenção, controle de doenças e outras ações.
Também precisamos olhar para a questão econômica. Sabemos que muitos idosos são provedores do lar. No Tocantins, 71% das famílias onde há idosos têm essas pessoas como responsáveis pela sustentação da casa.
Precisamos garantir oportunidade de trabalho para aqueles que podem continuar trabalhando e renda para aqueles que não podem.
Os idosos são provedores do lar. É o que eu sempre digo: ter um idoso em casa deixou de ser um peso econômico para ser um ativo econômico. E todas as vezes que um idoso morre no Tocantins, uma família fica mais pobre no nosso estado.
Então, também é necessário garantir oportunidades econômicas, de trabalho, emprego, renda e sustentação, para que possamos reverter essa situação do perfil socioeconômico da pessoa idosa no nosso estado, na nossa região e no Brasil.
Essas são agendas que nós chamamos de agendas âncoras. E uma outra questão que percebemos, também vinculada à educação e às demais áreas, são as relações intergeracionais.
Nós precisamos criar uma sociedade em que as gerações mais novas compreendam que é possível aprender com os mais velhos, e os mais velhos também aprendam com os mais jovens. Precisamos construir um ambiente educacional capaz de gerar solidariedade intergeracional.
Essa solidariedade e essa comunicação entre gerações promovem uma sociedade de paz entre as diferentes idades.
Então, são uma série de projetos âncoras que precisamos colocar de forma mais organizada, sistemática e efetiva, com financiamento, na agenda pública brasileira.

O senhor falou sobre ações para que possamos viver mais. Como o senhor avalia se o Tocantins e o Brasil estão preparados para esse fenômeno do envelhecimento, que vem crescendo e transformando a pirâmide etária, com uma base menor e um topo mais alargado?
Bom, eu diria que temos avanços do ponto de vista da legislação, que protege a pessoa idosa. Também aumentamos o número de pesquisas e, consequentemente, o nosso conhecimento sobre como viver melhor e quais fatores contribuem para aumentar a longevidade das pessoas.
As pesquisas também nos ajudaram a reconhecer as diferenças regionais.
Aqui no Tocantins, por exemplo, temos a Universidade da Maturidade (UMA), com 20 anos de experiência em pesquisa, conhecendo como ocorre o envelhecimento no estado e na região Amazônica.
Temos legislação, ciência e a própria iniciativa privada, que vem desenvolvendo produtos e serviços. Conseguimos perceber a economia prateada com uma demanda gigantesca.
Mas tudo isso precisa ser colocado em prática na vida das pessoas.
Nós realizamos uma pesquisa em nível nacional quando celebramos os 20 anos do Estatuto do Idoso, em 2023, e percebemos que a principal sensação das pessoas é que elas conhecem seus direitos, mas não reconhecem esses direitos na prática.
Elas não sentem, no dia a dia, esses direitos que estão previstos nas leis.
Então, precisamos tirar essas letras do papel e transformar em ações concretas na vida das pessoas. Esse é um grande desafio das políticas públicas para a população idosa.
O que diferencia o envelhecimento no Tocantins em relação ao Brasil? O senhor falou sobre os aspectos regionais. Como é envelhecer aqui hoje?
Nós temos, reconhecidamente na literatura, um conceito chamado heterogeneidade da velhice. Dentro dessa ideia, existem diferentes formas de envelhecer no Brasil, incluindo as diferenças regionais.
A expectativa de vida no Sul, por exemplo, é maior do que no Norte, e também existem diferenças em relação ao Nordeste e ao Centro-Oeste. Nós estudamos esse fenômeno do ponto de vista demográfico.
Olhando para a nossa região Norte, com destaque para o Tocantins, temos uma característica interessante: o Tocantins é um estado novo, mas é um estado povoado por velhos.
Quando analisamos o índice de envelhecimento, que não é apenas o percentual total de idosos em relação à população, mas uma relação entre o número de idosos e a população com até 15 anos, percebemos que temos um índice de envelhecimento muito elevado, o maior da região Norte.
Temos uma população em que mais de 10% das pessoas têm 60 anos ou mais. E essa população possui uma dinâmica própria. Como Palmas é uma cidade nova, temos um envelhecimento interiorizado.
O envelhecimento no Tocantins acontece de forma rápida, dinâmica e interiorizada. Como temos um perfil de cidades com baixo número de habitantes — apenas cinco municípios possuem mais de 50 mil habitantes —, essas pessoas estão distribuídas principalmente em cidades menores do interior.
Outra questão interessante está relacionada ao sexo. Somos o único estado do Brasil onde temos mais homens idosos do que mulheres idosas, contrariando o processo de feminilização da velhice.
Isso pode ser explicado pelo fato de que muitos homens vieram para a região Norte para participar da abertura de novas cidades e dos serviços relacionados à construção da Belém-Brasília e dos municípios que surgiram nesse processo.
Então, envelhecer no Tocantins também tem uma característica muito importante que nós temos estudado: o envelhecimento nas comunidades indígenas. É uma perspectiva totalmente diferente, porque envolve o papel dos anciãos dentro dessas comunidades.
Também temos o envelhecimento nas comunidades quilombolas, que traz uma percepção muito forte do vínculo com a terra, com o ambiente rural e com as culturas tradicionais.
Temos ainda os ribeirinhos e o homem do campo. A maioria das pessoas idosas no Tocantins hoje está nas cidades — mais de 70% da população idosa está no meio urbano. Muitos desses idosos migraram para os centros urbanos em busca de oportunidades de trabalho, estudo e outros serviços.
Esse é um retrato maior, do ponto de vista demográfico e socioeconômico, da nossa população.
Envelhecer no Tocantins é envelhecer de uma forma rápida, dinâmica, interiorizada e com uma diversidade gigantesca.
Muitas pessoas associam o envelhecimento às limitações. O que a ciência mostra hoje sobre envelhecer com autonomia e qualidade de vida? Como combater esse medo de envelhecer e esse idadismo que o senhor mencionou?
É aquilo que Simone de Beauvoir disse em seu livro A Velhice: a velhice sempre é a do outro. Eu não estou envelhecendo; quem está envelhecendo é o outro. Isso acontece porque carregamos um preconceito em relação ao processo de envelhecimento.
Mas o envelhecimento é inerente à vida humana. Todos nós envelhecemos.
E envelhecemos de formas diferentes. O meu envelhecimento é diferente do seu, que tem uma trajetória diferente da de outras pessoas que estão aqui na Universidade da Maturidade.
O primeiro olhar é observar qual é a minha percepção sobre a minha própria velhice. Você já parou para pensar como será o seu aniversário de 100 anos? Quando chegar aos 100 anos, quem você vai chamar, o que vai ter nessa celebração, o que você vai pensar sobre tudo que viveu?
Quando paramos para refletir sobre qual envelhecimento queremos ter, já estamos construindo uma perspectiva positiva e quebrando essa visão negativa da velhice, de que seria uma fase da vida em que a pessoa fica sentada em uma cadeira de balanço esperando a morte chegar, sem desejos ou projetos.
Essa perspectiva mudou muito, mas ainda precisamos avançar para compreender que uma velhice positiva é possível, assim como qualquer outra fase da vida. Cada fase da vida tem perdas e ganhos até o fim dos nossos dias.
Quando compreendemos essas questões, começamos a diminuir o preconceito em relação ao envelhecimento.

E em relação à prevenção: quando devemos começar a pensar no nosso envelhecimento?
A partir do momento em que nascemos.
Logicamente, na infância e na adolescência, muitas condições que desenvolvemos ou enfrentamos podem repercutir na velhice. Por isso, precisamos estar sempre prevenindo o surgimento de doenças e cuidando da nossa saúde, para evitar marcas negativas no nosso corpo que, em uma fase da vida de maior vulnerabilidade, podem aparecer com mais intensidade.
Doenças como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, pulmonares e oncológicas, por exemplo, estão relacionadas a esse processo.
Cuidar da saúde pensando no envelhecimento precisa começar nas fases mais jovens.
Não podemos pensar: “Fiz 60 anos, agora vou me preocupar com a minha velhice”. Esse cuidado precisa começar desde sempre.
A prevenção e a promoção da saúde são fundamentais. O nosso modelo de sistema de saúde ainda é muito focado na doença. Nós sabemos reconhecer muito bem a doença, mas será que sabemos reconhecer a saúde nas pessoas e promover saúde?
Então, esse é um foco que temos trazido dentro do olhar da gerontologia e da geriatria preventiva.
E aquilo que você falou em relação à autonomia é fundamental. Para nós, dentro do campo da ciência da gerontologia e da geriatria, autonomia é a capacidade de decidir sobre a própria vida.
Enquanto você tem reserva cognitiva suficiente para tomar decisões sobre a sua vida, você tem autonomia.
Já a independência é a capacidade de realizar aquilo que foi decidido. Por exemplo: você decide que quer ir à Universidade da Maturidade, mas, se está acamada, não tem capacidade de realizar essa ação. Nesse caso, você tem autonomia, mas não tem independência.
Então, o que precisamos manter é justamente a autonomia e a independência para viver com qualidade de vida. Ou seja, preservar a nossa capacidade de decidir sobre aquilo que gostamos e não gostamos, decidir sobre a nossa vida e manter o corpo com capacidade funcional suficiente para realizar aquilo que temos vontade.
Ter saúde na velhice é ter condições de caminhar, fazer uma atividade física, viajar com os amigos, ir a um forró, frequentar uma biblioteca, assistir a um filme. É manter a capacidade de viver e participar daquilo que faz sentido para cada pessoa.
E como buscar essa saúde? Quais são os hábitos e cuidados necessários para ter um envelhecimento saudável?
Eu estava falando sobre isso em uma palestra recentemente. Nós já temos um conhecimento científico suficiente para orientar as pessoas e os profissionais sobre aquilo que é fundamental para o envelhecimento saudável.
Se pegarmos os quatro pilares do envelhecimento ativo da Organização Mundial da Saúde, o primeiro deles é a saúde.
Mas o que significa ter saúde? É apenas ausência de doença? Não. Uma pessoa pode ter diabetes ou hipertensão, controlar essas condições e ter saúde.
Na velhice, saúde significa manter a capacidade funcional, controlando doenças, tomando vacinas, tendo acesso a medicamentos e ao sistema de saúde.
O outro pilar é a segurança, incluindo a segurança alimentar, que é um dos grandes problemas da sociedade brasileira atualmente. Garantir alimento de qualidade tem sido muito difícil, principalmente para as populações de menor renda.
Existe aquela lógica do “desembale menos e descasque mais”, mas isso também depende das condições econômicas e do acesso à alimentação adequada.
A segurança também envolve a rede de proteção que previne e combate a violência contra a pessoa idosa.
Outro pilar é o engajamento. E o que significa isso? É se envolver no próprio processo de autocuidado, participar da sociedade, construir redes de amizade, manter vínculos com a família, com o bairro e com a comunidade onde vive.
O engajamento é fundamental porque a falta dele gera solidão, e a solidão está relacionada a diversas doenças.
Por isso, é importante se envolver em alguma atividade: seja na igreja, em uma associação de bairro, na Universidade da Maturidade ou em outros espaços de convivência.
Engajar-se em algo em que a pessoa se sinta útil é vida.
O outro pilar é a aprendizagem ao longo da vida. É aquilo que eu disse anteriormente: a nossa cabeça precisa continuar sendo estimulada.
Muitas doenças começam a aparecer quando deixamos de treinar, de aprender e de ensinar todos os dias.
A ideia de que “papagaio velho não aprende a falar” já foi superada há muito tempo pela literatura científica. O papagaio velho aprende, sim, e aprende muito bem. Quando é estimulado, pode até desenvolver habilidades melhores do que pessoas de outras faixas etárias.
Então, precisamos manter a mente ativa, aprender e ensinar sempre, com todas as pessoas, em todos os lugares e enquanto for possível.
Esses são os pilares do envelhecimento ativo apresentados pela Organização Mundial da Saúde e que consideramos fundamentais para viver com dignidade e qualidade de vida.
É claro que também existem os determinantes sociais que impactam a nossa vida.
Se você mora em um bairro sem saneamento básico, por exemplo, pode até se engajar e cuidar de si, mas também depende da atuação do poder público.
Se vive em um local com altos índices de violência, essa questão também não depende apenas do indivíduo.
Existe o autocuidado, mas também existe o papel do Estado atuando nesses pilares do envelhecimento ativo.
É verdade que, quando a vida é atravessada pela pobreza, envelhecer se torna muito mais difícil?
A baixa renda tem um impacto negativo importante nesse processo.
Uma das questões que temos estudado, por exemplo, é o perfil dos idosos inscritos no Cadastro Único. Essas pessoas, muitas vezes, sustentam suas famílias, mas têm menos acesso à saúde, educação, lazer, cultura, esporte e renda.
Então, isso gera um impacto, sim, no processo de envelhecimento e acelera a perda da capacidade funcional.
Já existem diversos estudos mostrando o efeito da renda e do perfil socioeconômico nesse processo de envelhecimento.
E qual é o papel da Universidade da Maturidade (UMA) nesse processo?
O papel da UMA é ofertar a sua tecnologia social e educacional para que as pessoas possam, dentro desse ambiente acadêmico, reescrever ou escrever seus projetos de vida, garantindo sentido para viver.
Tem alguma coisa que eu não perguntei e que o senhor gostaria de acrescentar?
Acho que é justamente essa a questão.
A mensagem final é que a sociedade precisa compreender que o tempo é nosso inimigo.
Os dados do IBGE mostram que o Brasil está envelhecendo de forma rápida, dinâmica e diversa entre as regiões. Mas ainda não colocamos esse fenômeno como prioridade dentro de uma agenda pública estruturada, com financiamento, organização e ações efetivas.
Essa é a grande mensagem: precisamos agir rapidamente.
